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Reviravolta: após tucano herdar vaga do PT na Câmara, TSE decide que cadeira volta para o PT

Gilmar Machado (PT-MG) assumirá cargo deixado por Odair Cunha. Atualmente, Glaycon Franco (PSDB) ocupa a vaga

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Beto Oliveira/Câmara dos Deputados

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quarta-feira (1), que Gilmar Machado (PT), 2º suplente do ex-deputado federal Odair Cunha (PT), que tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), deve assumir a vaga na Câmara. O 1º suplente era Glaycon Franco (PSDB), que na eleição estava filiado ao PV, partido que faz parte da federação comandada pelo PT.

Durante a janela partidária, Glaycon migrou para o PSDB. Na sequência, Odair foi para o TCU e PSDB e PT começaram a brigar pela vaga. Tucanos alegam que Glaycon deveria assumir porque mudou de partido dentro da regra legal e petistas argumentaram que fora da federação o primeiro suplente não poderia ficar com a vaga.

Glaycon foi empossado em maio e atualmente está no cargo, mas a decisão do TSE divulgada nesta quarta-feira (1) muda todo o jogo. A Ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, julgou procedente ação movida pela Federação Brasil da Esperança e pelo Partido (PV) que solicitava a perda de mandato de Glaycon Moreira Franco por infidelidade partidária. Com a decisão a vaga deixada após a eleição de Odair Cunha (PT) para o Tribunal de Contas da União (TCU) deverá ficar com o ex-prefeito e ex-deputado federal, Gilmar Machado (PT-MG).

A relatora confirmou o entendimento adotado em caráter liminar e reconheceu que a desfiliação partidária de Glaycon Moreira, ainda na condição de primeiro suplente, sem hipótese legal de justa causa, impede sua permanência no mandato conquistado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV).

A decisão monocrática é passível de recurso.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.