Insatisfeito com eleições municipais e espaço no Governo Lula, PV deve sair da federação com o PT
O Partido avalia se aliar ao PSB, de Geraldo Alckmin, mas conversa também com o PDT, o Solidaridade e Cidadania

O Partido Verde avalia deixar a Federação com PT e o PC do B, formada em 2022 e se aliar a legendas menores. Além da insatisfação com o espaço no governo, onde a sigla não ocupa vagas no primeiro escalão, os conflitos nas eleições municipais também deixaram arestas difíceis de aparar.
O PV queria ter lançado candidatos a prefeito em locais nos quais o PT não abriu mão de concorrer, o que também provovou um desgaste. A ideia do Partido Verde é fazer uma aliança "mais simétrica", segundo uma das fontes da coluna.
Em termos de tamanho, o "PV e o PC do B perto do PT são dois barracos perto de um edifício', disse um dos dirigentes nacionais à coluna. O PV avalia se aliar ao PSB, do vice- presidente da República Geraldo Alckmin, mas conversa também com o PDT, o Solidaridade e Cidadania. O objetivo desses partidos e não sofrer o corte da claúsula de barreira,
Cláusula de Barreira
A partir de uma mudança feita na Constituição Federal em 2017, para acessar o fundo partidário e a propaganda eleitiral gratuíta, é necessário que as legendas tenham um desempenho específico, as siglas que não atingirem o número mínimo de votos não são contempladas.
Em 2018, os partidos precisavam ter 1,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma ou pelo menos nove deputados federais eleitos distribuídos em pelo menos um terço dos estados. Em 2022, no mínimo 2% dos votos válidos e pelo menos 11 deputados federais. Em 2026, no mínimo 2,5% dos votos e 13 deputados. Em 2030, serão 3% e 15 deputados.
Como se salvar?
Para não serem punidos, os partidos podem optar por federações, fusões ou incorporações. Nas federações, os partidos se unem como se fossem apenas uma agremiação e devem permanecer juntos durante todo o mandato. Nas fusões, dois ou mais partidos já existentes se unem, formando uma nova legenda. Nas incorporações, uma legenda é absorvida por outra.
O PSDB, por exemplo, deve decidir o que fazer até o mês de abril.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



