Terras raras: Lula pede a Trump parar briga com China e se associar ao Brasil
"Nós não temos veto a ninguém [...] desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania", disse Lula em agenda no interior de São Paulo, nesta segunda (18)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, nesta segunda-feira (18), esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pare de brigar com Xi Jinping, líder da China, para se associar ao Brasil na exploração de terras raras.
A fala foi dada durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior de São Paulo. As novas linhas irão ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.
“A gente vai ter que contar com a inteligência, a ciência e o conhecimento de vocês para a gente dar um salto de qualidade e ver se num curto espaço de tempo a gente faz com que o Trump deixe de brigar com o Xi Jinping e venha associar nós para a gente poder explorar aqui”, destacou o petista.
Lula completou que não há preferência por ninguém e pontuou que, mesmo assim, a soberania é do Brasil.
“Aqui pode vir chinês, pode vir alemão, pode vir francês, pode vir japonês, pode vir americano, pode vir quem quiser, caso tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania, pode vir os minerais críticos, são nossos, as terras raras são nossas e a gente quer explorar aqui”, finalizou o presidente da República.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.



