Taxação de Trump para aço pode afetar arrecadação de municípios mineradores, diz AMIG

Além de aço, setor mineral brasileiro é fornecedor de matéria-prima para siderurgica americana

Prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, presidente da Associação de Municípios Mineradores de Minas e do Brasil

A taxação de 25% do governo americano para o aço brasileiro pode afetar toda a mineração e a arrecadação de municípios mineradores, segundo o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB) que é presidente da Associação de Municípios Mineradores de Minas e do Brasil (AMIG). Além da exportação de aço, que é o produto transformado, o Brasil também exporta minerais para a fabricação de equioamentos metálicos nos Estados Unidos.

“O setor mineral no Brasil, fornece para a indústria siderúrgica e, naturalmente, vai haver um impacto sobre o setor mineral, mas maior para o setor siderúrgico que exporta para os Estados Unidos”, explica Lage.

Ainda segundo o presidente, uma alternativa para a mineração brasileira é ampliar outros mercados existentes. “A estratégia da indústria mineradora, naturalmente, são os mercados internacionais, asiáticos, e esperar com que a China aumente a sua produção de aço e aumente a importação do Brasil. Ou seja, tem uma série de estratégias agora para não impactar tanto a indústria de mineração, já que a indústria siderúrgica certamente será impactada”, detalha.

Um impacto futuro na mineração pode afetar também a arrecadação de municípios mineradores. “Sem dúvida, aí sim, porque quando se tem algum tipo de crise industrial ou de mercado, como se vislumbra agora, o impacto imediato sobre a receita, sobre a arrecadação dos municípios. E a gente sabe, como prefeito agora, a gente convive com isso diariamente, o custeio é muito grande. E as cidades, por isso que é uma discussão também, que se tem muito em Brasília e no âmbito das associações de prefeitos, sobre a municipalização”, adiantou.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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