Discurso do Lula na ONU será focado em combate à fome, mudança do clima e governança global

Presidente vai abordar temas que são eixos centrais do G20. A abertura do debate da 79ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas será na terça-feira (24)

Discurso do Lula na ONU será focado em combate à fome, mudança do clima e governança global

O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU, na próxima terça-feira (24), às 9h, será focado nos três eixos centrais do G20: combate à fome e à pobreza; transição energética e mudança do clima; além da governança global.

Reforma de Governança
A Itatiaia apurou que o brasileiro vai aproveitar a presença de mais de 190 países para tentar ampliar uma mobilização com o objetivo de pressionar os países mais ricos a aceitaram uma reforma de governança em organismos internacionais como o Conselho de Segurança da ONU, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. A ideia é unir os chamados países do sul global (antes conhecidos como nações do 3º mundo) na reivindicação por espaços no comando dessas entidades que são, tradicionalmente, presididas ou coordenadas pelos países economicamente mais desenvolvidos.

Mudança do clima e transição energética
Lula também vai cobrar comprometimento dos países ricos com a pauta do aquecimento global e das mudanças climáticas. Neste tópico entra também a transição enérgética, agenda que o Brasil tem conduzido devido ao potencial de produção e o investimento em energias renováveis e não poluentes (como a eólica e a solar) e combustíveis não fósseis (como os que usam biomassa de vegetais).

Combate à fome e à pobreza
Outro ponto que será explorado pelo presidente brasileiro é o combate à fome e à pobreza, tema para o qual foi criada uma aliança global dentro do G20, que se tornará independente em novembro quando termina a presidência brasileira no bloco. Pela primeira vez o assunto foi tratado como um eixo dentro do grupo que reúne 19 paises, a União Européia e a União Africana.

Tinder social
A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza vai funcionar como se fosse um tinder social. Poderão fazer adesão países com necessidades especifíficas e nações que queiram financiar esses projetos. Se por exemplo, um país da africa quiser implementar uma proposta de politica publica de alimentação escolar com fornecimento de agricultura familiar, mas não tiver formação ténica ou recurso para executar o projeto, algum fundo sobreano ou país doador poderá investir na proposta.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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