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Robô de até R$ 800 mil chega à mineração para enfrentar falta de soldadores

Tecnologia automatiza etapas da soldagem, reduz desgaste dos profissionais e já soma 72 equipamentos instalados no Brasil, segundo a Lincoln Electric

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Marcello Pereira/ Itatiaia

A tecnologia está cada vez mais presente na mineração e já começa a transformar atividades consideradas essenciais para o setor. Durante a Exposibram 2026, em Belo Horizonte, a Lincoln Electric apresentou um robô colaborativo desenvolvido para automatizar processos de soldagem e ajudar a enfrentar um dos principais desafios do segmento: a falta de mão de obra especializada.

Segundo Marcos Silva, executivo de vendas da empresa, o equipamento é um braço programável que pode ser configurado para executar diferentes tarefas de acordo com as necessidades de cada operação.

“O robô é um braço programável. Ele tem as suas articulações e depende de uma programação, de um ensino, para que possa executar uma tarefa”, explicou.

Na mineração, a tecnologia pode ser utilizada principalmente em processos de soldagem. De acordo com Silva, a atividade enfrenta dificuldades relacionadas à escassez de profissionais e às próprias condições de trabalho, que podem envolver altas temperaturas, desgaste físico e problemas ergonômicos.

“O processo de solda na área de mineração vem sofrendo muito com a falta de profissionais. É um processo muito árduo, com desgaste, temperatura e problemas de ergonomia. O equipamento vem para auxiliar o processo de solda”, afirmou.

Em determinadas operações, o robô permite retirar a tocha das mãos do soldador e transferi-la para o equipamento, tornando a execução automática. A proposta, segundo a empresa, é aumentar a produtividade e reduzir a exposição dos trabalhadores às condições mais desgastantes da atividade.

O investimento, porém, ainda é elevado. Uma solução completa, que inclui o robô, a máquina de solda e os acessórios necessários para a operação, custa entre R$ 700 mil e R$ 800 mil.

A capacidade de substituição ou otimização da mão de obra varia de acordo com o processo. Segundo Silva, em determinadas aplicações, um único robô pode otimizar o trabalho equivalente ao de três a quatro soldadores.

Além da produtividade, a tecnologia também é apontada como uma possível alternativa para atrair novos profissionais para a área. Silva explica que as características da atividade, como o esforço físico, a temperatura e questões ergonômicas, têm afastado principalmente os jovens.

“É uma atividade um pouco insalubre. Principalmente a juventude está migrando para outras atividades que se tornam um pouco mais atrativas”, disse.

Nesse cenário, o executivo avalia que a automação pode ajudar a aproximar uma nova geração do setor. “A tecnologia vem chamando os jovens de novo para esse mercado, porque existe um encanto com o equipamento, não só pelo processo de solda. Então, o equipamento está sendo uma porta de entrada para resgatar os jovens para o processo de solda”, afirmou.

A Lincoln Electric é uma multinacional de origem norte-americana. De acordo com Silva, a tecnologia apresentada no Brasil é desenvolvida nos Estados Unidos, enquanto a operação brasileira oferece representação, suporte técnico e desenvolvimento de soluções para os clientes.

A empresa já possui equipamentos instalados em diferentes setores da economia brasileira, do automotivo à mineração. Segundo o executivo, atualmente são 72 equipamentos instalados no país.

Por, Editor

Marcello Pereira é jornalista formado pelo UniBH e Editor de Redes Sociais na Itatiaia. Atua com estratégia digital, gestão de conteúdo para plataformas como Instagram e TikTok, coordenação de equipes e análise de métricas. Também possui experiência em assessoria de imprensa e comunicação institucional, com interesse em inovação, tecnologia e análise de dados.

 

 

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