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Reconhecimento facial chega a aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro

A opção está disponível em Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro)

Parece ficção científica: ser identificado por inteligência artificial no aeroporto e embarcar sem dificuldade. Só que é a vida real: as companhias aéreas Latam, Gol e Azul já oferecem, desde terça-feira (9), o embarque a partir de reconhecimento facial nos aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro).

Belo Horizonte pode ser uma das próximas cidades a ter a novidade: o projeto Embarque +Seguro, do Ministério da Infraestrutura (MInfra) em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), já está em teste no Aeroporto Internacional de Confins desde 2021.

Na Gol, todo o fluxo ocorre no aplicativo da empresa, enquanto na Latam e na Azul a identificação é feita em totens. Passageiros que usam a tecnologia são dispensados de apresentar documentos de identificação. Os dispositivos de leitura biométrica foram 12 portões de embarque em São Paulo e oito no Rio de Janeiro.

O novo sistema é do Serpro e permitirá que as viagens entre os dois aeroportos, bem como voos para outras cidades brasileiras, sejam possíveis sem o uso de documento físico. Para José Luiz Belixior Jr., o diretor de atendimento a clientes da Gol, esse é um grande passo rumo à total digitalização dos serviços da aviação comercial. “Com a biometria, o tempo médio de embarque caiu de 8 segundos para 6 segundos por passageiro”, informa a Latam.

Giuliano Podalka, diretor comercial da Pacer, responsável pela leitura biométrica, destaca a praticidade da tecnologia. “Nada como usar os nossos próprios rostos como documento”, diz. “Economizamos tempo, papel e transformamos a experiência de viajar em um momento mais prazeroso e sem intercorrências”, completa.

Podalka aponta que a biometria vai permitir processar mais embarques em relação às necessidades atuais. “O ganho é de 27%”, afirma. Cada empresa pode adotar seus próprios procedimentos de cadastramento e validação dos passageiros. Inicialmente, os usuários precisarão de um documento biométrico válido, da passagem aérea e de acesso ao canal da companhia aérea.

Para usar a tecnologia, as companhias aéreas assinaram um termo de confidencialidade e um aceite à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Mesmo assim, o sistema não é obrigatório: o passageiro pode optar por realizar os procedimentos tradicionais de check-in e embarque.

Como funciona

O usuário pode fazer a validação biométrica para o voo durante ou após o check-in. Antes de cada voo, será preciso aceitar os termos da LGPD antes de usar o sistema biométrico de check-in.Nos aeroportos, o reconhecimento facial será usado no acesso à sala de embarque e para a entrada na aeronave.

Além de passageiros, o sistema também estará disponível para tripulantes dos voos no aplicativo Embarque +Seguro Tripulantes. Para usá-lo, profissionais devem fazer login na plataforma Gov.br para que sejam verificados documentos e dados profissionais, bem como seja obtida uma selfie e uma foto da habilitação como participante da iniciativa. O procedimento não exclui a necessidade das inspeções de segurança aeroportuárias.

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