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Prefeitura de BH recorre à Justiça contra greve dos professores após assembleia sem acordo

A paralisação dos professores da rede municipal completou 28 dias nesta quinta-feira (3)

Manifestação dos professores realizada nesta quarta (2)

Após mais um dia sem acordo e a continuidade da greve dos professores da rede municipal, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que apresentou um recurso judicial nesta quinta-feira (3). A paralisação completou 28 dias.

Além da tentativa de interromper a paralisação da greve, o executivo afirma que a medida “busca evitar a interrupção da alimentação das crianças nas escolas que estão funcionando normalmente ou de forma parcial, já que o sindicato da categoria notificou a PBH sobre uma possível greve dos profissionais de cantina e limpeza a partir da próxima terça-feira, dia 8", informou em nota.

Ainda em nota, a PBH afirmou que apresentou novas propostas à categoria durante audiência realizada na quarta-feira (2) e reafirmou a “impossibilidade de ultrapassar os limites financeiros já apresentados”.

Assembleia sem acordo

Segundo Carol Pasqualini, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-Rede), além de decidirem pela continuidade da greve, os trabalhadores vão realizar um acampamento na porta da prefeitura.

“A hora que ele [prefeito] chamar para negociar, a gente ativa a categoria para ter uma assembleia e apreciar a proposta”, disse a diretora do sindicato.

O sindicato também vai apresentar uma contraproposta para a prefeitura para que, além dos 2,49% de reajuste, ela adiante mais 2,4% de aumento referentes as perdas dos governos anteriores.

Dias parados cortados

Os trabalhadores, que já tiveram parte dos salários cortada, reivindicam uma recomposição salarial de 6,27%, retroativa a janeiro, com base no reajuste do piso nacional do magistério. Também pedem o preenchimento imediato das vagas no quadro de professores e a redução no número de alunos por sala de aula — atualmente, cerca de 30.

A PBH ofereceu reajuste de 2,49%, retroativo de janeiro a abril de 2025.

Ainda segundo a PBH, até o fim do ano, as férias-prêmio devem ser calculadas e processadas. O governo também garantiu a recomposição das perdas inflacionárias acumuladas entre 2017 e 2022, além da nomeação de 376 servidores para os anos iniciais e outros professores aprovados em concurso vigente.

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Para a educação infantil, será encaminhado um projeto de lei visando ampliar o número de professores e reestruturar a carreira. Atendendo a outras reivindicações, o município informou que professores com um turno de trabalho passarão a receber auxílio-alimentação de R$ 18,75 por dia — um benefício que hoje não é concedido. Já para docentes com jornada de 8 horas diárias, o valor do auxílio passará de pouco mais de R$ 37 para R$ 60 por dia, podendo chegar a R$ 1.320 mensais.

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde
Alex Araújo é formado em Jornalismo e Relações Públicas pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e tem pós-graduação em Comunicação e Gestão Empresarial pela Universidade Pontifícia Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Já trabalhou em agência de publicidade, assessoria de imprensa, universidade, jornal Hoje em Dia e portal G1, onde permaneceu por quase 15 anos.