Defesa Civil pede que moradores de Juiz de Fora não permaneçam em áreas de risco

Nova tempestade nesta quarta-feira (25) provocou alagamentos em diversos pontos da cidade; município está em alerta severo para risco geológico

Em apenas seis horas na noite desta quarta (25), choveu 113 mm em Juiz de Fora, conforme pluviômetro do Inmet

Após nova tempestade ser registradaem Juiz de Fora nesta quarta-feira (25), a Defesa Civil de Minas Gerais reforçou o alerta de que moradores não devem permanecer em áreas de risco. O município registrou, em apenas seis horas, volume pluviométrico de 113 mm.

De acordo com o chefe do Gabinete Militar do Governador e da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Rezende, em meio à tempestade desta quarta (25), algumas casas cederam. Ninguém se feriu, conforme a pasta.

De acordo com a Defesa Civil, novas chuvas estão previstas para as próximas horas. “Por isso, mais uma vez, não retorne para área de risco. Mais cedo, casas cederam numa segunda chuva forte. Por sorte, pessoas já tinham sido evacuadas, já haviam saído. Não retorne para as áreas de risco”, afirmou.

Uma em cada quatro pessoas vive em áreas de riscos de deslizamentos e inundações em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira.

De acordo com levantamento da prefeitura, são cerca de 130 mil pessoas. O número corresponde a cerca de 25% da população de 540.756, conforme o Censo Demográfico 2022 promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em coletiva de imprensa na noite desta quarta-feira (25), o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) havia pedido que a população não retorne às áreas de risco. De acordo com o coronel Joselito Oliveira de Paula, durante as chuvas da tarde, algumas pessoas voltaram para residências que já haviam sido evacuadas.

Enquanto a entrevista ocorria, pelo menos três alertas sonoros de risco geológico foram acionados na cidade. Na última terça-feira (24), o Governo de Minas já havia alertado que a população deve seguir rigorosamente os avisos sonoros.

Em apenas seis horas, o município registrou um acumulado de 113 mm, o que elevou o volume total do mês de fevereiro para 733 mm. O número representa 4,3 vezes a média esperada.

A chuva histórica registrada na segunda (23) já havia colocado fevereiro de 2026 como o mais chuvoso da cidade. Diante do alto volume de água, o município está em alerta severo para risco geológico, o que aumenta o risco para deslizamentos de terra. A situação amplia a sensação de medo na região, que ainda busca por 17 vítimas das chuvas.

Essas pessoas estavam em áreas onde ocorreram desabamentos de terra na última segunda-feira (25). A tempestade provocou, ainda, 42 mortes na cidade. Os óbitos foram confirmados pelo Corpo de Bombeiros na noite desta quarta-feira (25).

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e pós-graduado em Jornalismo nos Ambientes Digitais pela mesma instituição. Possui experiência como repórter, produtor e coordenador de telejornal.

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