Estão em falta as vacinas contra a covid-19 e contra a varicela na rede de saúde pública de Belo Horizonte. Essa foi a informação divulgada nesta sexta-feira (21) pela prefeitura da cidade.
Segundo a administração municipal, o executivo já notificou a Secretaria de Estado da Saúde (SES), mas ainda não há previsão para o reabastecimento.
“Cabe destacar que a Secretaria Municipal de Saúde não adquire as doses, sendo assim os imunizantes ofertados pelo SUS são fornecidos pelo Ministério da Saúde e encaminhados pelo governo estadual”, disse a nota.
Em nota à Itatiaia, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) também ressaltou que o Ministério da Saúde é o responsável pela aquisição e distribuição das vacinas aos estados.
Além disso, a secretaria informou que o atraso na entrega de alguns imunizantes ocorre desde agosto de 2023. Confira a nota completa:
“No decorrer do ano de 2024, houve registro de atraso na entrega de alguns imunizantes e também a diminuição na oferta das doses, em casos específicos. O Ministério da Saúde vem fornecendo a vacina contra varicela de forma irregular desde agosto de 2023, sendo que a última remessa recebida no estado foi em junho de 2024',
A vacina contra covid-19 também tem sido fornecida em quantidade insuficiente, sendo a última remessa recebida no dia 23 de outubro, no total de 84 mil doses. Todas as doses recebidas foram distribuídas proporcionalmente aos 853 municípios.
De acordo com o órgão federal, a previsão é de que o abastecimento seja regularizado nos próximos meses”, informou a SES-MG.
A reportagem também procurou o Ministério da Saúde e aguarda retorno.
Baixa procura de vacinas
Preocupada com a baixa taxa vacinal de meningite e coqueluche,
Imunizantes contra essas doenças e outras serão ofertados das 8h às 17h em todos os 153 centros de saúde da cidade, além do Centro de Atenção à Saúde do Viajante.
Segundo a administração municipal, menos da metade do público menor de um ano esperado para se vacinar contra a meningite recebeu a dose. A situação da coqueluche também é alarmante, já que apenas 75% das crianças abaixo de 12 meses estão imunizadas contra a doença, que já registrou 258 casos e 1 óbito só neste ano.