Belo Horizonte tem quase 500 bairros e cerca de 16 mil logradouros, entre ruas, avenidas, travessas, alamedas e becos. Muitas delas são famosas e fazem parte do nosso cotidiano. Outras não são tão conhecidas e é possível até dizer que muitos moradores vão morrer sem conhecê-los.
Quem anda pelas ruas da região metropolitana olhando para as placas das ruas acaba encontrando alguas gratas surpresas. Confira abaixo sete bairros de Belo Horizonte e região metropolitana que possuem ruas e avenidas ‘temáticas’.
Castelo
Apesar de ser relativamente novo, o Castelo é um dos bairros mais valorizados de Belo Horizonte. Ele ocupa o espaço da antiga Fazenda dos Menezes (Fazenda da Serra), que até os anos 1970 abastecia a cidade com verduras, frutas e leite. As ruas do bairro trazem o nome de castelos e cidades famosas de Portugal, o que seria a origem do nome Castelo. Há quem diga que, na verdade, o nome seja uma homenagem a Castelo Branco, um dos presidentes durante a Ditadura Militar.
Indians
Localizado entre o Santa Mônica e o Santa Amélia, na região de Venda Nova, o Indians tem ruas com nomes que remetem a tribos indígenas das Américas, como Xerentes, Astecas, Xavantes e Maias. Segundo a coleção ‘Histórias de Bairros’, o Indians surgiu como um loteamento clandestino e, nos anos 1970, fez parte do Santa Mônica.
Petrolândia
A história do bairro começa nos anos 1950, quando a Companhia Imobiliária e Construtora de Belo Horizonte (CICOBE) comprou fazendas na região. A ocupação dos loteamentos, porém, só seria iniciada nos anos 1970. Os nomes das ruas do bairro fazem referência a derivados do petróleo, como Betume, Asfalto e Metano. Algumas refinarias, como a Gabriel Passos e Cubatão, também nomeiam ruas do bairro.
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Sagrada Família
Com origem no início do século XX, o Sagrada Família se constituiu a partir de três vilas que surgiram do loteamento da antiga Colônia Agrícola Córrego da Mata. São elas: Mauá, São João e Maria Brasilina, sendo a última o nome da fazendeira que teria sugerido o nome do bairro. Como já era de se esperar, boa parte das ruas do bairro foram nomeadas com nomes de santos católicos, como São Marcos, São Luiz e Santa Marta.
Alípio de Melo
Criado na década de 1940 em meio ao ‘surto’ de loteamentos clandestinos na capital mineira, a Vila Coronel Alípio de Melo cresceu intensamente. Enquanto o nome do bairro faz referência ao dono da Fazenda São José, onde o Alípio de Melo está, parte das ruas são nomeadas com profissões, como Geólogos, Construtores, Corretores e Securitários. Outra parte do bairro tem nomes de pássaros, como Juruva, Tiés e Toutinegra.
Sion
Um dos bairros mais nobres e tradicionais de Belo Horizonte, o Sion teve sua planta aprovada no fim dos anos 1920 e, por muito tempo, esteve ‘isolado’ do restante da cidade por causa da distância. Suas ruas e avenidas foram nomeadas a partir de países e cidades da América Latina, como Montevidéu, Uruguai, Venezuela e Nicarágua. Alguns logradouros não seguem essa lógica, como a Praça Alaska e as ruas Califórnia e Chicago.
Céu Azul
Considerado um dos maiores bairros de Belo Horizonte, a área do Céu Azul fazia parte da Fazenda Olhos D’água e já era ocupada no século XIX. Muitas das vias do bairro trazem o nome de radialistas, como Ubaldo Ferreira, Margarida Maciel, Antônio Onésimo, Maclerevski e José Farrapo.