Apesar de São Paulo enfrentar o
Segundo a companhia, a melhora se deve ao volume de chuvas maior neste ano em relação a 2024. O superintendente de operações da região metropolitana da Copasa Ronaldo de Melo Serpa Júnior detalhou, em entrevista veiculada no Jornal da Itatiaia deste domingo (31), a condição do sistema de abastecimento de água em Minas Gerais.
“Esse ano a gente tem vivenciado uma situação um pouco melhor que a do ano passado. Ano passado a gente teve na região metropolitana um período de mais de 150 dias de estiagem e esse ano a gente teve algumas chuvas durante esse período de inverno, o que melhorou a situação em relação ao ano passado”, explicou.
Ainda de acordo com ele, o período de chuva de 2025 foi mais significativo que a do ano passado. “Hoje a gente está com 70%, ano passado a gente estava com 67% da e esses 3% pode parecer pouco, mas nossos reservatórios são muito grandes, então assim, isso é uma disponibilidade de água aí bastante elevada e que nos dá essa tranquilidade”, relatou.
O superintendente detalhou também a perspectiva para os próximos meses. “A gente tem um ano que já tem uma expectativa de pequenas chuvas em setembro e que em outubro já vai ser um mês que vai ter chuvas acima da média. Então a gente tem um entendimento que essa estiagem não vai ser tão longa como foi em outros períodos”, disse.
Por fim, ele reforçou a importância da preservação da água, mesmo com a condição tranquila da Copasa. “A gente pede o tempo inteiro esse apoio da população, a gente tem que entender que a água doce ela é um bem finito, né? Ela não está disposição, à vontade, a gente precisa conservá-la e a gente precisa economizá-la. A gente não pode desperdiçar essa água”, encerrou.
Escassez em São Paulo
Os reservatórios da Grande SP estão com 39,2% de sua capacidade, um nível classificado como de “atenção” pelo governo estadual. Se o percentual cair para menos de 30%, o estado entrará em estágio crítico do Protocolo de Escassez Hídrica.
Para reforçar a segurança do abastecimento e evitar uma nova crise hídrica, como a de 2014 e 2015, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirma ter investido em obras de grande porte, como o Sistema São Lourenço e a interligação Jaguari–Atibainha. O governo também prevê novos investimentos de R$ 1,2 bilhão até 2027 para o setor.
Além da redução de pressão, o governo de São Paulo lançará uma campanha de conscientização para incentivar o uso responsável da água. As recomendações incluem consertar vazamentos, usar chuveiros eficientes e ligar máquinas de lavar roupa somente com a carga completa.