A Justiça negou um pedido de soltura de Welbert de Souza Fagundes e Geovanni Faria de Carvalho, réus por envolvimento na morte do sargento Roger Dias da Cunha, morto com um tiro na cabeça no início de janeiro, em Belo Horizonte. A decisão foi proferida no fim da tarde da última sexta-feira (15) pelo juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do Tribunal do Júri da capital mineira.
Na decisão, o juiz afirma que há risco dos
Além de manter as prisões, o juiz marcou para a manhã do dia 19 de abril a audiência de instrução e julgamento do caso, que será presencial. A audiência de instrução é a primeira etapa de um julgamento, em que as partes apresentam provas e argumentam diante do juiz. Além disso, testemunhas são ouvidas e debates para esclarecimento de fatos podem ocorrer.
Sargento baleado
A
O Sargento Dias passou por duas cirurgias assim que foi socorrido ao Hospital João XXIII - uma para conter a pressão intracraniana e outra para conter o sangramento na perna, pois a bala atingiu uma artéria. Ele não resistiu aos ferimentos e
Suspeito estava foragido da ‘saidinha’
Welbert tem 18 boletins de ocorrência registrados contra ele, por crimes como roubo, ameaça e tráfico de drogas. O Ministério Público foi contra a saída dele do sistema prisional, mas o benefício foi concedido pela juíza da Vara de Execuções Penais de Ribeirão das Neves, Bárbara Isadora Santos Sebe Nardy.
A juíza justificou sua decisão com base no atestado de conduta carcerária e disse que Welbert não havia cometido nenhuma falta grave, embora o Ministério Público tivesse apontado o episódio do furto de veículo. O MPMG recorreu da decisão junto ao Tribunal de Justiça e não recebeu nenhum retorno.
No dia 11 de janeiro, poucos dias após a morte do sargento Dias,