‘Salvou demais': ambulantes fazem balanço das vendas no Carnaval de BH

Mesmo sem patrocínio oficial, trabalhadores relatam lucro diário de até R$ 1 mil durante os dias de folia na capital

Ambulantes confiam que vendas vão melhorar ao longo dos dias de folia

Ambulantes que trabalharam no Carnaval de Belo Horizonte em 2026 fazem um balanço positivo das vendas, apesar de avaliações distintas sobre a movimentação em comparação com o ano passado. Enquanto alguns trabalhadores relatam faturamento total entre R$ 3.500 e R$ 4.000 ao longo dos dias de folia, outros estimam lucro médio de cerca de R$ 1.000 por dia.

Entre os fatores que influenciaram os resultados, os ambulantes apontam a ausência de um patrocínio oficial neste ano, o que normalmente contribui para a padronização dos preços praticados nas ruas. Sem essa referência, houve variação nos valores cobrados pelos produtos.

Trabalhando desde o início do Carnaval com a venda de bebidas e adereços infantis, o ambulante Kak Chaves afirma que o resultado superou as expectativas. “Trabalho como ambulante direto e este ano a expectativa está sendo muito boa. A movimentação está melhor que a do ano passado e a organização também melhorou bastante”, avalia. Segundo ele, tanto bebidas geladas quanto quentes tiveram boa saída durante a festa.

Já Nayara, que atuou ao lado da amiga Rayane durante quatro dias de Carnaval e também no pré-Carnaval, estima um faturamento total entre R$ 3.500 e R$ 4.000. Apesar do resultado positivo, ela percebeu o movimento um pouco mais fraco em relação a 2025. “Para faturar, a gente teve que andar bastante. Só ficar parado não dava retorno”, explica.

Rayane acredita que a descentralização da folia, com mais blocos espalhados pelos bairros, pode ter influenciado a menor concentração de foliões na região central da capital. “Os blocos do Centro estavam mais vazios, mas, mesmo assim, o dinheiro levantado já salvou demais”, afirma.

Leia também:

Leia também

Outro ambulante ouvido pela reportagem, David Fernandes, também avalia que as vendas foram boas, mas destaca a falta de um parâmetro de preços. “Sem patrocínio, não teve tabela. Cada um colocou o valor que achou melhor, uns mais caros, outros mais baratos”, relata. Mesmo assim, ele estima um lucro médio de cerca de R$ 1.000 por dia, após um investimento inicial do mesmo valor.

Entre os produtos mais procurados pelos foliões neste ano, os ambulantes citam bebidas como Chequemate, Mascate, Lambe-Lambe e diferentes marcas de cerveja. Apesar das percepções distintas sobre o fluxo de pessoas, a avaliação geral é de que o esforço compensou e o Carnaval de Belo Horizonte garantiu uma renda importante para quem apostou em trabalhar durante a folia.

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.

Ouvindo...