O Carnaval de Belo Horizonte reuniu quase 300 mil foliões em alguns desfiles específicos. A festa contou com a atuação conjunta da Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros e não houve registro de ocorrências graves, segundo balanço parcial divulgado nesta quarta-feira (18) pelo presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel.
De acordo com Cruvinel, o Carnaval da capital mineira aconteceu de forma positiva e organizada, mesmo com as interdições no trânsito e o grande número de blocos nas ruas. O balanço preliminar foi apresentado no Centro de Operações da Prefeitura (COP), onde a festa foi monitorada em tempo real.
“Tudo correu muito bem. Tivemos um Carnaval que fluiu de forma tranquila, com a cidade funcionando mesmo com os fechamentos e os blocos acontecendo”, afirmou. Segundo ele, o balanço final será apresentado em coletiva de imprensa na próxima semana.
Entre os destaques, a ocupação dos hotéis chegou a 98% e, em alguns pontos do hipercentro, atingiu 100%. A movimentação também impactou cidades da Região Metropolitana. Belo Horizonte recebeu visitantes de estados como São Paulo, Pernambuco, Pará, Distrito Federal e Espírito Santo, além de turistas de países como Portugal, Inglaterra, Estados Unidos, Colômbia e Argentina.
Público, segurança e limpeza
A estrutura de banheiros químicos aumentou 20% em relação a 2025, incluindo unidades fixas e móveis. “Belo Horizonte é uma das capitais com maior número de banheiros por folião”, destacou Cruvinel, que explicou que parte dos problemas ocorre por uso inadequado e pela necessidade de mais conscientização do público.
Na limpeza urbana, equipes da SLU trabalharam durante todo o Carnaval. Um dos destaques foi o programa ReciclaBelô, que recolheu 50,4 toneladas de materiais recicláveis em cinco dias. “É um número muito importante, graças ao trabalho das catadoras e dos catadores”, ressaltou.
Recursos e artistas
Questionado sobre críticas à distribuição de recursos, Cruvinel afirmou que a Prefeitura não contratou artistas nacionais para o Carnaval. Segundo ele, todo o investimento foi destinado a escolas de samba, blocos caricatos e blocos de rua.
O subsídio direto foi de quase R$ 6 milhões, valor 8% maior que no ano passado, além do apoio indireto com estrutura, trânsito, sinalização e banheiros. “O subsídio de Belo Horizonte é maior do que o de outras capitais, como São Paulo”, comparou.
Grandes públicos e próximos dias
Sobre blocos que reuniram público acima do esperado, especialmente com artistas de grande visibilidade, Cruvinel explicou que houve planejamento prévio com as forças de segurança e escolha de locais mais adequados. “O aprendizado é dialogar com as produções e melhorar ainda mais para 2027”, afirmou.
O presidente também reforçou que o Carnaval de BH tem perfil diurno, o que contribui para a segurança após os desfiles. “A ideia é que moradores e visitantes voltem para casa com tranquilidade”, disse.
Ainda nesta quarta-feira, oito blocos desfilam pela cidade. No próximo fim de semana, dias 21 e 22, outros cortejos encerram oficialmente a programação. “O Carnaval parece que acaba, mas não acaba”, concluiu.