Ouvindo...

Saiba que horas começa e como funciona a apuração do Carnaval de SP

A apuração começa às 16h desta terça-feira (4) no Sambódromo do Anhembi, zona norte de São Paulo

A escola de samba campeã do carnaval de São Paulo será conhecida nesta terça-feira (4) às 16h. A apuração vai acontecer no Sambódromo do Anhembi, mesmo local por onde as agremiações passaram na última sexta (28) e sábado (1).

Foram nove os quesitos avaliados: Enredo, Bateria, Samba enredo, Mestre-sala e porta-bandeira, Comissão de frente, Harmonia, Alegoria, Fantasia e Evolução. A ordem da leitura dos quesitos da apuração foi sorteada nesta segunda-feira (3) pela Liga Independente das Escolas de Samba.

“Evolução” será o critério de desempate utilizado para definir as campeãs e “Enredo” será o primeiro quesito a ser lido. Os jurados avaliam as agremiações, assim que pisam na avenida, as escolas começam o desfile com nota 10 em todas as categorias. A partir daí, os jurados do grupo especial, que são quatro de cada categoria, recebem um manual e, a cada décimo tirado, devem justificar com base no documento.

Os julgadores recebem ainda uma pasta com o que foi planejado pela escola para comparar com o que foi apresentado durante o desfile. Durante a apuração, as notas são lidas por quesito e a menor delas é descartada. Ao final, as quantias são somadas e as duas escolas que tiverem as menores pontuações totais serão rebaixadas, disputando o carnaval 2026 no Grupo de Acesso I.

Leia também:

As notas descartadas são sempre o primeiro critério de desempate a ser aplicado. A leitura das pontuações atribuídas pelos jurados será acompanhada apenas por diretores das escolas, convidados e imprensa.

De acordo com o regulamento do Grupo Especial, as duas escolas que receberem a menor pontuação descem para o Grupo de Acesso I. E as duas escolas que forem mais bem classificadas no Grupo de Acesso I subirão para o Grupo Especial em 2026.

Desfilaram na primeira noite Colorado do Brás, Barroca Zona Sul, Dragões da Real, Mancha Verde, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro e Camisa Verde e Branco. Já na segunda noite, passaram pela avenida Águia de Ouro, Império de Casa Verde, Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel, Acadêmicos do Tucuruvi, Estrela do Terceiro Milênio e Vai-Vai.

Entenda cada quesito avaliado

Evolução: Julga a forma como a escola passa pela avenida, sem deixar buracos e sem correr para cumprir o tempo do desfile.

Comissão de Frente: A coreografia conta com alguns movimentos obrigatórios, como a saudação ao público e a apresentação da escola. Os jurados também dão nota para a fantasia e observam se a comissão de frente atende à exigência de no mínimo seis componentes e, no máximo, 15.

Fantasia: Avalia a beleza e o significado das fantasias desfiladas. Os jurados também podem se atentar a detalhes e ao acabamento. Os itens apresentados no desfile devem corresponder ao apresentado anteriormente em desenhos pela escola.

Enredo: Nesse quesito é considerado se o tema está sendo bem contado na avenida, com a ajuda das alas e alegorias, e se o jurado e o público conseguem fazer uma leitura fácil da apresentação.

Samba-enredo: O jurado deve considerar se a letra do samba transmite o enredo proposto pela escola. Já a melodia deve provocar nos componentes a vontade de evoluir, dançar e cantar.

Bateria: Avalia o desempenho dos ritmistas e dos mestres de bateria acompanhando o samba-enredo. Além de alguns instrumentos obrigatórios, é importante que tudo esteja afinado. Também é considerada a “ousadia na performance musical”, com bossa, paradinha, breque, apagão, convenção e virada.

Alegoria: Julga os carros alegóricos - a beleza e a relação com o enredo. As escolas de samba são obrigadas a desfilar com cinco alegorias.

Mestre-sala e porta-bandeira: Considera-se o entrosamento dos dois na coreografia, a graciosidade dos movimentos e, também, as fantasias.

Harmonia: Analisa se os componentes da escola estão integrados, cantando o samba conforme o ritmo da bateria e fazendo as coreografias corretamente.

Leia também

Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduando em política e relações internacionais. Tem mais de 12 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, onde nasceu, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.