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Macaco-prego é agredido por visitante em parque de Santa Catarina; suspeito é identificado

Agressão foi registrada em vídeo e denunciada pelo biólogo Victor Michels; homem e mulher que teria gravado as imagens foram identificados

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Homem de 22 anos aparece em vídeo dando um tapa no rosto do animal • Reprodução Vídeo / @ovictorbiologo

Um macaco-prego foi agredido por um visitante no Parque Ecológico Municipal de Maracajá, no Sul de Santa Catarina. O caso foi denunciado pelo biólogo Victor Michels, que publicou nas redes sociais, no domingo (9), um vídeo que registra o momento da agressão.

Nas imagens, um homem se aproxima do macaco-prego e oferece um galho de planta ao animal. Em seguida, ele dá um tapa no rosto do primata, que cai de uma ponte de madeira onde estava. Depois da agressão, é possível ouvir risos.

A Polícia Civil informou que identificou o suspeito, de 22 anos, e a mulher que teria registrado o vídeo, de 19. Os dois serão investigados por suspeita de maus-tratos a animais silvestres.

Biólogo denuncia agressão

Victor Michels, responsável pela denúncia do caso, criticou a atitude registrada nas imagens e ressaltou que animais silvestres que vivem no parque não devem ser tratados como entretenimento. “Isso não é brincadeira. Não é interação. É crueldade contra um animal silvestre”, afirmou.

Segundo o biólogo, o Parque Ecológico de Maracajá é uma área de Mata Atlântica que abriga animais que vivem livremente no local e deve ser visitada com respeito e responsabilidade. Michels também destacou que a fauna da região já enfrenta outros impactos provocados pela presença humana, como perda de habitat e atropelamentos.

O biólogo afirmou ainda que, até o momento da publicação da denúncia, não tinha a fonte original do vídeo para registrar uma denúncia formal sobre o caso específico. Ele, no entanto, defendeu que as imagens fossem apuradas pelos órgãos competentes. “O Parque é deles também”, escreveu.

Polícia Civil investiga o caso

Segundo a Polícia Civil, foi instaurado um termo circunstanciado para apurar as circunstâncias da agressão e verificar quando o fato ocorreu. O caso é investigado com base no artigo 32 da Lei 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais. A corporação informou que realizará diligências para esclarecer os fatos e reunir outras informações sobre o episódio.

Prefeitura reforça fiscalização no parque

A Prefeitura de Maracajá informou que tomou conhecimento das imagens e encaminhou o material às autoridades policiais e aos órgãos ambientais responsáveis pela apuração. O município também afirmou que determinou o reforço das ações de fiscalização preventiva e de orientação aos visitantes do Parque Ecológico.

Em nota, a prefeitura declarou que reafirma o compromisso com a proteção da fauna e com o cumprimento da legislação ambiental. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde do macaco-prego após a agressão.

Veja os posicionamentos

Nota da Polícia Civil

"Com relação ao vídeo que circula nas redes sociais em que um homem aparece agredindo um macaco-prego no interior do Parque Ecológico de Maracajá, a Polícia Civil obteve a identificação do suspeito, de 22 anos, bem como da pessoa que supostamente registrou o vídeo, uma mulher de 19 anos de idade.

Ambos serão investigados pelo crime de maus-tratos a animais silvestres, previsto no art. 32, caput, da Lei 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais). No mais, foi instaurado um termo circunstanciado para apurar os fatos, e vamos realizar diligências a fim de verificar a data do fato."

Nota da Prefeitura de Maracajá

"A Administração Municipal de Maracajá informa que tomou conhecimento das imagens divulgadas em redes sociais que registram um ato de maus-tratos contra um espécime da fauna silvestre (macaco-prego) nas dependências do Parque Ecológico Municipal.

Diante da gravidade dos fatos, as imagens e informações disponíveis foram imediatamente encaminhadas às autoridades policiais e aos órgãos ambientais competentes para a devida apuração e identificação do responsável. Paralelamente, determinou-se o reforço imediato das ações de fiscalização preventiva e de orientação aos visitantes no local.

O município reafirma seu firme compromisso com a proteção animal, o cumprimento estrito da legislação ambiental vigente, em especial o disposto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), e a manutenção da segurança e preservação no Parque Ecológico."

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