Casos de hantavírus no Paraná foram transmitidos por animais silvestres, diz Governo
Pasta afirmou que diagnósticos não têm relação com o surto identificado em um cruzeiro que saiu da Argentina, ou com a transmissão de pessoa para pessoa

Com dois casos confirmados para a infecção de hantavírus, a Secretaria de Estado de Saúde do Paraná (Sesa) informou, nesta sexta-feira (8), que a transmissão aconteceu por meio de animais silvestres. A pasta destacou que os diagnósticos não têm relação com o surto identificado em um cruzeiro que saiu da Argentina, ou com a transmissão de pessoa para pessoa.
Os pacientes diagnosticados com a doença são um homem, de 34 anos, e uma mulher, de 28. Ainda segundo a Sesa, os casos foram identificados em cidades e meses distintos:
- No mês de fevereiro, em Ponta Grossa.
- No mês de abril, em Pérola d'Oeste.
Além dos dois casos confirmados, outros 11 seguem investigação, enquanto 21 notificações foram descartadas.
A Secretaria de Saúde afirmou que não há registro de circulação do vírus Andes no Paraná — que tem transmissão viral, de pessoa para pessoa, como os casos confirmados no cruzeiro pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os diagnósticos no Paraná são da cepa silvestre, transmitida por roedores. A pasta reiterou que não há qualquer surto registrado no estado.
Casos de hantavírus
Os casos de hantavírus ganharam repercussão após a OMS divulgar mortes relacionadas ao vírus em um cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Pelo menos três pessoas morreram durante a viagem.
A primeira vítima foi um holandês de 70 anos, que morreu a bordo do navio em 11 de abril, em decorrência de insuficiência respiratória. A esposa dele, de 69 anos, desembarcou em Joanesburgo no dia 24 de abril e morreu um dia depois.
Entre os passageiros do cruzeiro que morreram, ela é a única com diagnóstico confirmado de hantavírus. O terceiro óbito registrado foi de um alemão, que morreu a bordo do navio, no dia 2 de maio. Até agora, há cinco passageiros com diagnóstico positivo para hantavírus.
Um novo caso suspeito de hantavírus também foi identificado nesta sexta (8) na ilha de Tristan da Cunha, no Atlântico Sul, segundo as autoridades de saúde do Reino Unido. O local é considerado o território habitado mais remoto do mundo e foi uma das paradas do cruzeiro MV Hondius. O paciente sob suspeita é um cidadão britânico.
Ainda segundo a OMS, o risco de propagação para a população em geral é "absolutamente baixo". O porta-voz Christian Lindmeier reforçou que "não se trata de uma nova covid".
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.




