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Hantavírus: médica e campeã do BBB 20, Thelminha faz alerta sobre a doença

Médica destacou que especialistas descartam risco de epidemia ou pandemia da doença

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Thelminha fez alerta sobre o Hantavírus
Thelminha fez alerta sobre o Hantavírus • Reprodução/YouTube

Thelma Assis, médica e campeã do BBB 20, usou as redes sociais para alertar os seguidores sobre a hantavirose, infecção causada pelo hantavírus, após os casos registrados em um navio e confirmados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A gente falou desse assunto hoje na televisão, e eu resolvi falar um pouquinho dele aqui nas redes sociais também, porque eu tenho certeza que várias pessoas nunca ouviram falar dessa doença”, iniciou. Ela abordou o tema nos programas Bem Estar e Encontro, da TV Globo.

A médica explicou que a hantavirose é transmitida principalmente por roedores silvestres e que os casos costumam ser raros, com cerca de 50 a 100 registros por ano. “O rato de bueiro, os ratos urbanos, as ratazanas, até podem transmitir, mas isso é menos comum”, destacou.

Thelminha também reforçou orientações da pesquisadora Elba Lemos, da Fiocruz, sobre cuidados durante limpezas, principalmente em locais fechados, como galpões e casas abandonadas. Segundo ela, o ideal é evitar varrer o ambiente logo de início, para não espalhar partículas contaminadas no ar.

“Todas as vezes que você for limpar a sua casa, ao invés de sair varrendo de primeira, passa um pano úmido antes. Porque, quando você varre, deixa as partículas em suspensão e acaba inalando. Se tiver qualquer tipo de contaminação ali — não necessariamente hantavirose —, você pode se infectar”, explicou.

Navio infectado

A profissional afirmou que os casos confirmados no navio envolvem uma variante do hantavírus chamada andina, comum na América do Sul e capaz de permitir transmissão entre humanos.

“Provavelmente foi isso que aconteceu no navio. O fato de eles estarem ali, várias pessoas aglomeradas e, ao mesmo tempo, confinadas no meio do mar, acabou favorecendo essa contaminação dessa variante, apesar de ela ser tão rara”, disse.

Taxa de letalidade

No vídeo, Thelma alertou que a hantavirose possui alta taxa de letalidade, podendo variar entre 30% e 50%.

“Ela acomete os pulmões, os rins e o coração. Não tem vacina e não tem remédio”, afirmou.

Apesar da gravidade, a médica ressaltou que especialistas e a Organização Mundial da Saúde descartam risco de epidemia ou pandemia relacionada à doença.

“Não estou falando isso para causar alarde nem assustar. É a título de curiosidade mesmo”, pontuou.

Segundo ela, os passageiros do navio deverão ser monitorados por um longo período após o desembarque, já que o tempo de incubação da doença pode chegar a 60 dias.

OMS alerta para novos casos

A Organização Mundial da Saúde alertou para o surgimento de novos casos de hantavírus após o registro de infecções em um cruzeiro, mas minimizou o risco de um grande surto da doença.

De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, oito casos e três mortes já foram notificados. “Cinco desses oito casos foram confirmados como causados pelo hantavírus, e os outros três são suspeitos”, afirmou.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.