Quadrilha chinesa ligada ao PCC e que lavava dinheiro com eletrônicos é alvo de operação

São cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão em São Paulo e Santa Catarina

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo desmontou, na manhã desta quinta-feira (12), um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que envolvia uma quadrilha chinesa ligada ao PCC. A ação contou com apoio do Ministério Público e da Secretaria da Fazenda do Estado.

Ao todo, estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão em São Paulo e Santa Catarina. Participam da ação dois promotores, cerca de 100 policiais civis e 20 auditores fiscais.

Segundo as investigações do DEIC, a empresa vendia produtos eletrônicos normalmente, mas o dinheiro das compras não ia direto para o caixa oficial. Os pagamentos eram desviados para empresas de fachada, usadas como “contas de passagem”, enquanto as notas fiscais saíam em nome de terceiros. Tudo para esconder a origem da grana e driblar o Fisco.

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O “vai e vem” de dinheiro criou uma verdadeira engenharia financeira. Em apenas sete meses, o grupo movimentou pelo menos R$ 1,1 bilhão, valor muito acima do patrimônio declarado pelas empresas. Para a polícia, era uma forma clara de lavar dinheiro e ocultar bens.

Durante a operação, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 1,1 bilhão. Até agora, já foram apreendidos cerca de R$ 25 milhões em imóveis de luxo, carros de alto padrão, dezenas de contas bancárias em nome de “laranjas” e aplicações financeiras.

A investigação aponta ainda que pessoas com antecedentes e ligações com facções criminosas eram usadas como sócios de fachada para esconder os verdadeiros donos do patrimônio.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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