Justiça Federal mantém multa de quase R$ 100 milhões aplicada à Enel

Penalidade foi aplicada pela Aneel por descumprimento de indicadores de continuidade do fornecimento de energia elétrica em 2021

Apesar das críticas, contrato com Enel só deve ser revisto em 2026 | CNN Brasil

A Justiça Federal negou o pedido da Enel São Paulo para anular ou reduzir o valor da multa de R$ 95,8 milhões aplicada à empresa, em 2021, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A decisão foi assinada pelo juiz federal Renato Coelho Borelli, da 4ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, que reconheceu a legalidade do processo administrativo que resultou na aplicação da penalidade.

“Isso reforça uma mensagem inequívoca: a qualidade do serviço público não é negociável. A AGU seguirá firme na defesa dos consumidores e na exigência de cumprimento dos padrões regulatórios”, afirmou a Advocacia-Geral da União (AGU).

O descumprimento de indicadores de continuidade do fornecimento de energia elétrica em 2021 motivou a multa. Segundo o juiz, todos os atos “foram fundamentados em elementos técnicos e jurídicos constantes dos autos, sem qualquer indício de irregularidade ou arbitrariedade”.

O magistrado afirmou ainda que “a dosimetria da multa considerou aspectos objetivos, como gravidade da infração, extensão dos danos aos consumidores e eventual vantagem econômica auferida”.

O órgão do governo federal criou, em janeiro, um grupo para avaliar as medidas adotadas pela Enel após os apagões na Região Metropolitana de São Paulo. O núcleo também será responsável por sugerir providências judiciais e extrajudiciais relacionadas à prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica.

A Itatiaia procurou a concessionária Enel para um posicionamento e aguarda retorno.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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