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De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), entre 1º e 13 de janeiro deste ano, 2.072 pessoas foram atendidas nas unidades de pronto atendimento (UPAs) estaduais com sintomas associados às altas temperaturas. No mesmo intervalo de 2025, foram registrados 1.931 atendimentos, o que representa um aumento de 7,3% em 2026.
Segundo a pasta, os pacientes apresentaram ao menos três sintomas simultâneos relacionados ao calor extremo, como dor de cabeça, tontura, náuseas, pele quente e seca, pulso acelerado, elevação da temperatura corporal, distúrbios visuais, confusão mental, respiração rápida, taquicardia, desidratação, insolação e desequilíbrio hidroeletrolítico.
Na capital fluminense, os números são ainda mais expressivos. Entre os dias 9 e 13 de janeiro, a rede municipal de urgência e emergência registrou 3.119 atendimentos possivelmente relacionados ao calor, segundo o Centro de Inteligência Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio). O total representa um aumento de 26,84% em relação à mediana esperada para o mesmo período em anos anteriores.
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Diante do cenário, a SES-RJ reforça a recomendação para que a população evite a exposição prolongada ao sol, especialmente nos horários de maior intensidade de calor, entre 10h e 16h. A secretaria também orienta a manter hidratação constante, com ingestão de líquidos mesmo sem sensação de sede, além de priorizar uma alimentação leve, com alimentos ricos em água, como frutas e verduras.
Outras orientações incluem evitar o consumo excessivo de cafeína e álcool, utilizar roupas leves e claras e fazer uso de bonés, chapéus, óculos escuros e filtro solar. A secretaria destaca ainda a necessidade de atenção redobrada a grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores expostos ao sol e pessoas em situação de rua.
A SES-RJ alerta que é fundamental buscar atendimento médico imediato em casos de alteração do nível de consciência, convulsões, temperatura corporal elevada, hipotensão persistente, sinais de desidratação grave, falta de ar, dor no peito e redução significativa ou ausência de produção de urina.
* Informações com Agência Brasil