Greve dos rodoviários no Rio chega ao 3° dia com estações lotadas; audiência foi marcada
Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que as empresas de ônibus do Rio de Janeiro operem com pelo menos 80% da frota

Nesta quarta-feira (1°), usuários do transporte público do Rio de Janeiro mais uma vez enfrentam dificuldades de seguir para o trabalho, terceiro dia de greve dos rodoviários. Segundo o Rio Ônibus, Sindicato das Empresas de Ônibus do Município, pela manhã havia cerca de 1.650 ônibus circulando na cidade é não havia relatos de depredações.
Nessa terça (30), o Sindicato dos Rodoviários do Rio e os consórcios de empresas participaram de uma audiência de conciliação para tentar por fim a greve, mas não houve acordo. A categoria não aceitou o reajuste de 4,39% oferecido pelo presidente do Rio Ônibus e, com isso a greve, que acabaria nesta quarta-feira (1), foi mantida.
Como consequência da falta de acordo, na tarde desta terça-feira (30), após a assembleia, grevistas depredaram mais de 15 ônibus causando um enorme tumulto no Centro do Rio.
Uma nova audiência foi marcada para esta quarta-feira (1°), às 11h, para definir os rumos da paralisação. Mesmo com a audiência, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que as empresas de ônibus do Rio de Janeiro operem com pelo menos 80% da frota.
A decisão foi tomada pelo ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, em atendimento a um pedido apresentado pela prefeitura do Rio. No segundo dia de greve a Justiça havia determinado que pelo menos 50% da frota operasse nas ruas, mas o município recorreu e a Justiça concedeu o aumento para 80%. Segundo o ministro, o descumprimento está sujeito a multa diária de R$ 100 mil ao sindicato dos rodoviários.
“Entendemos que isso vem num momento muito ruim porque a gente tem uma audiência agora pela manhã e essa decisão é um prêmio para o Rio Ônibus que tem se negado a apresentar uma proposta para atender as reivindicações dos trabalhadores. Mas não nos resta outra alternativa a não ser cumprir a decisão judicial”, disse Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários.
Segundo a prefeitura do Rio, metrô, trens e barcas seguem com a operação normal e são alternativas para a população.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.



