Saiba quem é o professor de surfe que desapareceu depois de entrar no mar no RJ
O professor de surfe José Ricardo Ramos, conhecido como Bocão, desapareceu na madrugada de quarta-feira (24)

O professor de surfe José Ricardo Ramos, conhecido como Bocão, desapareceu na madrugada de quarta-feira (24) após entrar no mar na Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Além de ser instrutor, ele é reconhecido pelo trabalho social que desenvolve há mais de três décadas com crianças e adolescentes da comunidade da Rocinha.
Bocão é o idealizador do Rocinha Surfe Escola, projeto criado em 1989 que oferece aulas gratuitas de surfe e atividades socioeducativas como forma de promover inclusão social, cidadania e transformação por meio do esporte.
Conhecido na comunidade pelo trabalho voluntário, o professor recolhia pranchas de surfe usadas, fazia os reparos necessários e as utilizava para ensinar crianças que não tinham condições de comprar o próprio equipamento.
Nas redes sociais, amigos e alunos destacam a dedicação de Bocão ao projeto. Uma das homenagens o descreve como uma "excelente pessoa que faz um trabalho bonito de incentivo dentro e fora da comunidade".
Além da experiência prática no esporte, Bocão é formado em Educação Física, possui curso de salva-vidas e é instrutor técnico de surfe credenciado pela Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) e pela Associação Internacional de Surfe (ISA).
Como ocorreu o desaparecimento

Segundo testemunhas, Bocão entrou no mar por volta das 3h de quarta-feira, nas proximidades do Hotel Nacional, em São Conrado. Antes de entrar na água, ele teria informado a conhecidos que pretendia remar até as Ilhas Tijuca, arquipélago localizado a cerca de três quilômetros da costa.
Desde então, ele não foi mais visto.
As buscas são realizadas pelo Corpo de Bombeiros com o apoio de militares do 3º Grupamento Marítimo de Copacabana e do Centro de Embarcações de Resgate (CER). As equipes utilizam motos aquáticas, botes infláveis, viaturas terrestres e guarda-vidas para vasculhar a região.
Familiares também procuraram informações em hospitais e no Instituto Médico-Legal (IML), mas, até o momento, não há notícias sobre o paradeiro do professor.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.



