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Operação mira grupo que lavava R$ 500 mil por semana do tráfico no RJ

Investigação aponta que esquema ligado à facção ADA movimentava cerca de R$ 500 mil por semana por meio de lavagem de dinheiro

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Operação mira grupo que lavava R$ 500 mil por semana do tráfico no RJ
Operação mira grupo que lavava R$ 500 mil por semana do tráfico no RJ • Imagens cedidas à Itatiaia

A Polícia Civil realiza, nesta terça-feira (30), uma operação para desarticular o núcleo financeiro da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), que atua na comunidade da Vila Vintém, na Zona Oeste do Rio. A ação é conduzida por agentes da 34ª DP (Bangu) e cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão nos bairros de Bangu e Realengo. Pelo menos seis criminosos foram presos.

Segundo as investigações, o grupo movimentava cerca de R$ 500 mil por semana em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. A operação conta com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

De acordo com a PC, a organização utilizava um esquema estruturado para transformar em dinheiro vivo os valores arrecadados com a venda de entorpecentes. As investigações apontam que boa parte das transações era feita por meio de transferências via Pix e pagamentos em máquinas de cartão de crédito e débito.

Ainda segundo a corporação, os valores eram transferidos inicialmente para contas bancárias de terceiros, utilizados como "laranjas". Em seguida, cartões vinculados a essas contas eram entregues a outros integrantes da organização criminosa, responsáveis por sacar os recursos em espécie. Após esse processo, o dinheiro retornava à facção sem vínculo aparente com sua origem ilícita, abastecendo novamente o tráfico de drogas.

A investigação identificou 14 pessoas suspeitas de participação direta no esquema. Conforme a Polícia Civil, cada uma movimentava, em média, cerca de R$ 5 mil por dia. A Justiça também determinou o bloqueio das contas bancárias utilizadas pelos investigados para interromper o fluxo financeiro da organização criminosa.

Segundo a corporação, a operação tem como objetivo enfraquecer a estrutura financeira da facção, interromper a circulação de recursos ilícitos e reunir novos elementos para o avanço das investigações.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.