Julgamento sobre falência da Oi é suspenso após pedido de vista no TJ do Rio
Desembargador solicita mais tempo para analisar recursos apresentados por Bradesco e Itaú; decisão sobre o futuro da operadora fica adiada

O julgamento dos recursos que discutem a falência da Oi foi suspenso nesta terça-feira (30), após um pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Júnior, durante sessão da 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Com a decisão, ainda não há prazo para a retomada da análise do caso.
Os recursos foram apresentados pelos bancos Bradesco e Itaú Unibanco contra a decisão da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que havia convertido a recuperação judicial da Oi, da Portugal Telecom e da Oi Brasil em falência.
Antes da interrupção, a relatora do caso, desembargadora Monica Maria Costa Di Piero, votou por negar os recursos, mantendo a decisão de primeira instância que decretou a falência das empresas. Em seguida, Augusto Alves Moreira Júnior pediu mais tempo para analisar o processo e formar seu voto, suspendendo o julgamento. Agora, os dois agravos de instrumento serão incluídos em uma nova sessão da 1ª Câmara de Direito Privado, em data que ainda será definida pela presidência do colegiado.
A discussão é considerada um dos principais capítulos da longa reestruturação da Oi. A companhia enfrenta um processo de recuperação judicial há anos e, nos últimos dias, também viu a Justiça suspender temporariamente a venda de sua participação na V.tal, um dos principais ativos da empresa, aumentando as incertezas sobre o futuro das atividades da operadora.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



