Caso Henry Borel: babá que teria alertado Monique Medeiros sobre agressões depõe neste domingo
Julgamento será retomado com oitiva de Thayná Ferreira

A babá Thayná Ferreira irá depor neste domingo (31) no julgamento do caso Henry Borel, no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Esse é o sétimo dia de sessão.
A advogada Juliana Nascimento, que representa a testemunha, informou à CNN Brasil que ela deve ser a primeira pessoa ouvida neste domingo.
Nesse sábado (30), foi ouvido o irmão de Monique, Bryan Medeiros da Costa e Silva. Ele disse que a defesa de Jairinho teria tentado orientar Monique a dizer que ele estaria dormindo no momento do crime.
Thayná teria alertado Monique sobre as agressões de Jairinho uma mês antes da morte de Henry, através de mensagens no celular.
No depoimento desse sábado (30), o irmão de Monique apontou um comportamento controlador de Jairinho em relação a Monique, com ciúmes excessivos, monitoramento e até uma suspeita de grampeamento de celular.
Relembre
O caso aconteceu em 8 de março de 2021. O menino Henry Borel, então com 4 anos, morreu no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. As investigações apontaram que ele chegou ao Hospital Barra D’Or já sem vida. Médicos identificaram lesões incompatíveis com a versão apresentada inicialmente pelo casal e acionaram a polícia. Os laudos do Instituto Médico-Legal apontaram que o menino sofreu 23 lesões por agressão física extrema e hemorragia interna no fígado. A perícia descartou a hipótese de morte acidental e apontou sinais de tortura.
A acusação sustenta que Henry foi vítima de agressões praticadas por Jairinho de forma intencional e repetida, e que os ataques provocaram a morte da criança. Em relação a Monique, os promotores afirmam que ela se omitiu diante da violência sofrida pelo filho, mesmo tendo conhecimento das agressões.
Os promotores também afirmam que os réus tentaram dificultar as investigações, intimidando testemunhas e promovendo alterações na cena do crime.
Já a defesa de Jairinho nega a autoria do homicídio e sustenta que as lesões fatais encontradas no corpo de Henry podem ter sido provocadas por manobras médicas durante a tentativa de reanimação da criança. Os advogados do ex-vereador também argumentam que Henry poderia ter sofrido uma queda acidental.
A defesa de Monique, por sua vez, tenta desvincular a conduta dela da de Jairinho, afirmando que ela era manipulada pelo ex-vereador e não tinha conhecimento das agressões contra o filho.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



