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Vídeo: ferimentos na cabeça impedem taxista agredido em BH de trabalhar

Antônio de Oliveira, de 61 anos, levou 14 pontos na cabeça; recomendação médica é que idoso não trabalhe essa semana por risco de tonteira

Por e 
Taxista mostra cabeça enfaixada após ser agredido em BH
Antônio de Oliveira levou 14 pontos na cabeça após agressão • Renato Rios Neto/Itatiaia

O taxista Antônio de Oliveira, de 61 anos, agredido durante uma briga de trânsito nesse sábado (2), no bairro Floramar, na região Norte de Belo Horizonte, precisará ficar uma semana sem trabalhar. O idoso sofreu pancadas fortes na cabeça e a recomendação médica é que ele permaneça longe do volante, por risco de se sentir tonto durante a direção.

Em entrevista à Itatiaia, o taxista contou que teve dois cortes, um na cabeça e um na testa, e que levou sete pontos em cada um. "Eu fiz a radiografia e tomografia. Mas a médica me pediu para ficar sem trabalhar essa semana porque posso voltar a ter tonteira forte", disse.

Além do prejuízo com os dias parados, o carro de Antônio também foi danificado. "Eu ainda vou ver quanto vai ficar para arrumar a porta do carro, que ficou amassada. Ainda vou levar o carro na oficina de um amigo meu para arrumar", afirmou.

Idoso diz que agressão pode ter sido motivada por desavença antiga

Neste domingo (3), o idoso deu mais detalhes à Itatiaia do que teria acontecido. Segundo Antônio, um dos envolvidos na briga era o dono de um lava jato próximo à casa dele, com quem já havia tido outras desavenças.

"Há uns quatro anos, eu levei o carro nesse lava jato porque estava tendo uma promoção, mas achei que ficou mal lavado. Então, quando cheguei em casa, eu lavei o carro de novo. O pessoal viu que eu estava lavando o carro em frente à minha casa, e começou a zoar o cara do lava jato. Mas eu nunca fiz nada para ele, paguei certinho, só não voltei mais lá e ele ficou com raiva", disse.

O idoso também relembrou outro episódio envolvendo o mesmo homem. "Teve uma outra vez que estacionei o táxi e ele me pediu para tirar porque iria colocar um carro para secar ali. Eu estava indo comprar uma cola, falei que ia demorar cinco minutos só e não tirei. Quando eu voltei, ele disse: 'volta a por esse carro aqui e você vai se arrepender'. Ele me jurou e cumpriu", afirmou.

Antônio alega que o dono do lava jato estava junto com o agressor e outro motociclista, no momento em que foi abordado. Ele disse que buzinou para um quarto motociclista que estava conversando com outra pessoa e não havia percebido que o sinal havia aberto. Porém, o idoso afirma que esse motociclista deu um sinal de que estava tudo bem e virou em outra rua.

Mas outros três homens, também em motocicletas, teriam seguido ele, até que um dos suspeitos parou a moto atravessada na frente do táxi. Segundo o idoso, ele tentou fugir, mas não conseguiu.

"Não houve briga, não xinguei ele. A agressão foi gratuita. Eu nem conheço o cara, nunca fiz nada para ele. Fiquei sem entender. Que que eu arrumei para ele? Até agora eu não sei", afirmou.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.