Ataque em padaria na Grande BH: ‘Tem doído muito’, diz pai de jovem assassinada
Nesta quinta-feira (18), ocorre a audiência de instrução do caso

“Tem doído muito. Levei minha esposa para passar o Dia das Mães no cemitério e foi uma cena que também não saiu da memória até hoje. E todos os dias para nós tem sido assim, só de choro, tristeza, muita saudade”, contou Gleidson Seabra à Itatiaia. Ele é pai de Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos, uma das vítimas de ataque a tiros que ocorreu em uma padaria em Ribeirão das Neves, na Grande BH, em 4 de fevereiro deste ano.
A fala de Gleidson foi concedida à Itatiaia dias antes da audiência de instrução do caso, que ocorre nesta quinta-feira (18) no Fórum de Ribeirão das Neves. O acusado de cometer o crime é Magno Ribeiro da Silva, de 30 anos. Na padaria, também foram mortas a tiros Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, e Ione Ferreira Costa, de 56, que morreram no local.
Emanuely foi socorrida com vida, mas morreu no Hospital Risoleta Neves no dia 5 de fevereiro. A irmã dela, de 19 anos, também estava no estabelecimento comercial no dia do ataque e relembra o dia como o pior de sua vida. “Lembro dele entrando na padaria e atirando na minha prima, na cliente. E na da minha irmã. E ele me seguindo, eu pedindo para ele não me matar e [ele] apontando a arma para mim”, contou emocionada.
A jovem afirma que a parte que mais dói é relembrar a irmã pedindo por socorro. “Tem dias que eu não durmo, tem dias que eu lembro dele apontando a arma na minha cara, dele matando a minha irmã, dela pedindo socorro, é difícil”, disse.
Para a audiência desta semana, Gleidson afirma que espera que haja a decisão para que o acusado vá a júri popular. “Magno é um monstro que merece toda a penalidade, a pena máxima do mundo que possa existir é o que eu desejo para ele”, afirmou. Gleidson contou ainda que o se sente mal por não ter estado na padaria no momento do ataque para proteger as filhas.
Réu por outro crime
Magno Ribeiro da Silva também se tornou réu por duas tentativas de homicídio cometidas em uma oficina mecânica no bairro Céu Azul, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, cerca de 15 horas depois do crime na padaria. A denúncia foi aceita pelo juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do Tribunal do Júri, na última sexta-feira (12). O magistrado também manteve a prisão preventiva do réu.
Magno foi preso no dia 10 de fevereiro de 2026 suspeito de matar Nathielly Kamilly, Ione Ferreira e Emanuely Geovanna em uma padaria no bairro Lagoa. Ele confessou o crime e também relatou ter tentado matar o dono de uma oficina e o filho dele na mesma região no dia seguinte, segundo o Boletim de Ocorrência.
O acusado foi preso dentro de casa, no bairro Céu Azul, em Venda Nova, em Belo Horizonte.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo





