“Ele é ruim, ele tem um coração ruim. Deus conhece o coração dele. Para ele fazer maldade com outra mulher, ele não muda de roupa. Por isso que ele não pode ser solto”. Essas são palavras de Márcia de Oliveira Barbosa, de 56 anos, tia de
Familiares de Jéssica temem que o homem seja solto e repita o crime. Na ocasião, ele agrediu e esfaqueou a vítima, que havia conhecido horas antes, até a morte. A causa do ataque seria uma crise de ciúmes causada por supostas mensagens da mulher para outro homem, cenário negado por Márcia Barbosa.
“A única coisa que eu peço mesmo é que a justiça seja feita, porque a justiça de Deus, é garantida. Aquele homem que está lá, que vai fazer a sentença dele amanhã, na audiência de custódia, aquela caneta dele é muito poderosa e espero faça justiça. Deixe ele preso, e quando chegar o julgamento, tem que ficar muito tempo preso, para ele não fazer com outra mãe o que ele fez. Porque a Jéssica não era só filha, a Jéssica era mãe”, desabafou a tia da vítima.
Ela disse acreditar que o crime foi premeditado, afirmando que, conforme a irmã de Luciano, desde cedo o homem vinha dizendo que “iria fazer coisa ruim”.
“Ele planejou, ficou o dia inteiro com ela. Ele ficou o dia inteiro planejando a morte dela, igual um lobo. Ele abateu ela. Ela e a família inteira, porque a família inteira também está rasgada. As facadas que ele desferiu não atingiram só ela. Atingiram a família toda. Nós estamos rasgados por dentro”, acrescentou.
Filho ‘não reage’ desde a morte da mãe
Márcia contou que Jéssica deixou dois filhos: um menino de 11 anos e uma menina de 8. Asrianças ficaram “traumatizadas” com a morte da mãe.
“Um, a gente não sabe como chegar, como conversar, porque ele está muito triste, ele não fala nada. A menina já reage um pouco, fala dela o tempo todo. O escape dela é esse, falar dela o tempo todo. Já o menino, mesmo a gente estando apoiando, conversando com ele, está difícil. Ele não se abre”, começou ela.
“O filho dela está sofrendo demais, calado. Dá dó de ver uma criança de 11 anos não ter reação nenhuma. E a gente não sabe o que fazer”, completou.
Barbosa confirmou que Jéssica conheceu Luciano Souza Rodrigues no dia do crime e que vários objetos da vítima, como celular, crachá, cartão de passagem de ônibus e um atestado médico, desapareceram da bolsa dela.
O crime
Luciano e Jéssica se conheceram horas antes do crime, em uma estação de ônibus. Depois disso, os dois seguiram juntos para consumir bebidas alcoólicas nas proximidades da casa do homem.
Na sequência, ela foi convidada para um churrasco na casa do autor, com familiares dele.
Em determinado momento, Luciano, que teria consumido drogas na data, apresentou uma crise de ciúmes e convidou a mulher para conversar dentro da casa onde mora com a família.
Ainda conforme o registro policial, o crime ocorreu na cozinha da casa. Após o ataque, o suspeito arrancou a tornozeleira eletrônica que usava, pulou o muro do imóvel e fugiu. Ele segue foragido.
‘Foi por causa de ciúmes’
Uma parente do suspeito, que não será identificada, estava na residência durante o crime e presenciou a briga. Em relato, ela contou que Luciano iniciou as agressões com tapas e que tentou intervir, mas foi ameaçada com uma faca.
“Eu escutei os tapas na sala. Quando cheguei, ele estava batendo nela. Tentei separar, mas ele veio para cima de mim com a faca. Pedi para meu marido chamar ajuda, porque um homem armado com faca não tem como enfrentar”, relatou.
Ela contou ainda que precisou recuar para proteger o filho recém-nascido de um cão da raça pit-bull, solto pelo homem para impedir que pessoas se aproximassem.
“Tenho um filho de um mês, e o cachorro não conhece. Quando voltei para a cozinha, ele já estava em cima dela, esfaqueando, e depois fugiu. Infelizmente, não deu para fazer nada”, disse.
Segundo a familiar, o ataque teria sido motivado por ciúmes após o suspeito ver a mulher conversando com outro homem pelo celular.
“Foi por causa de ciúmes. Ele chamou ela para dentro porque não faria isso do lado de fora, onde tinha gente”, afirmou.
Luciano tem várias passagens pela polícia.