Suspeito de matar manicure em Contagem, na Grande BH, é denunciado por feminicídio
Alisson Miranda Pedrosa foi preso suspeito de matar a esposa. Ele também foi denunciado por porte de arma de uso restrito e adulteração de provas

Alisson Miranda Pedrosa, que é suspeito de matar a manicure Silvani Paullino, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por feminicídio, porte de arma de uso restrito e adulteração de provas. A denúncia, oferecida à Justiça na última sexta-feira (28), foi assinada pelo promotor de Justiça Tiago Masson Nossig. A vítima, que era esposa de Alisson, foi assassinada a tiros no salão de beleza onde trabalhava, em um espaço adaptado dentro da casa dela, em Contagem, na Grande BH, no dia 17 de agosto.
Para a promotoria, o crime foi cometido por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A promotoria também considerou que o crime foi cometido no âmbito de violência doméstica e familiar, contra uma mãe de três filhos com menos de 18 anos, sendo que um deles presenciou o crime.
Conforme a denúncia do MPMG, o acusado e a vítima tinham um relacionamento de 17 anos e três filhos. No dia 17 de agosto, após sair do trabalho e motivado por ciúmes, Alisson se apossou de uma pistola 9mm, colocou uma balaclava e foi de carro até o salão de beleza instalado na residência do casal, onde Silvani trabalhava como manicure.
No local, o homem apagou a luz e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, que se encontrava de costas para a porta do salão. Os disparos foram efetuados na frente da filha do casal, de 17 anos, e de uma cliente que estava sendo atendida. De acordo com o laudo de necropsia, os disparos foram suficientes para causar a morte da vítima.
Segundo o MPMG, após o crime, o homem evadiu do local e apagou, de forma remota, as imagens das câmeras de segurança que captaram o feminicídio.
Alisson Miranda Pedrosa foi localizado e preso em Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas, no dia 18 de agosto. Na ocasião, ele confessou ter cometido o crime.
“O MPMG prestou atendimento à família e instruiu quanto ao direito de pensão previsto pela Lei nº 14.717/2023 em favor dos filhos menores das vítimas de feminicídio”, informou o órgão.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.



