Suspeito de matar manicure em Contagem, na Grande BH, é indiciado por feminicídio
Alisson Miranda Pedrosa confessou ter matado Silvani Paullino; Ele também foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo

Alisson Miranda Pedrosa, que é suspeito de matar a manicure Silvani Paullino, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por feminicídio e porte ilegal de arma de fogo. A vítima, que era esposa de Alisson, foi assassinada a tiros no salão de beleza onde trabalhava, em um espaço adaptado dentro da casa dela, em Contagem, na Grande BH, no dia 17 de agosto.
Alisson foi indiciado por feminicídio com as agravantes de ter cometido o crime na presença de um descendente — nesse caso, a filha do casal — e “pelo fato de ter utilizado, muito provavelmente, uma arma de fogo de calibre restrito”, conforme explicou o delegado Ítalo Almeida, da Delegacia de Homicídios de Contagem. Ele permanecerá preso.
O policial relembra o crime: “A vítima estava trabalhando no momento do crime, estava atendendo uma cliente. Sua filha mais velha encontrava-se no local. O autor chegou, estava com uma balaclava, uma vestimenta que tampa o rosto, ele apagou a luz e efetuou os disparos contra a vítima, sem nenhum questionamento. Após o crime, ele deixou o local, entrou num veículo, um Fiat Siena, e fugiu. As testemunhas informaram que reconheceram o autor mesmo ele estando com a balaclava”.
Alisson Miranda Pedrosa foi localizado e preso em Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas, no dia 18 de agosto. Na ocasião, ele confessou o crime. “Ele [Alisson] fala que naquele dia [do crime], no período da manhã, ele teria visto uma mensagem no celular da vítima e, enciumado com aquela mensagem, ele ficou remoendo aquilo durante todo o dia. Ele saiu para trabalhar normalmente, não falou nada com a vítima. E, quando regressou ao imóvel, ele já regressou com esse objetivo de ceifar a vida da vítima. Não houve nenhuma fala, segundo as testemunhas. Ele chegou, atirou e foi embora”, relatou o delegado Ítalo Almeida.
De acordo com o policial, a arma utilizada no crime foi encontrada no porta-malas do veículo em que o indiciado estava. “Essa arma ele afirma ter adquirido ela dois anos antes. E a investigação determinou que essa arma é fruto de um furto ocorrido aqui no também na região de Contagem”, disse Almeida.
“Independente de qualquer situação, não há nada que justifique esse crime. O histórico familiar, como nos foi apresentado, é que não havia crimes anteriores em relação ao casal. A vítima não possuía medidas protetivas. As testemunhas afirmaram que desconheciam qualquer agressão sofrida pela vítima. Parece que foi uma crise de ciúmes por um motivo banal que levou à morte da vítima”
Silvani e Alisson estavam casados há 17 anos e tinham três filhos juntos. A filha mais velha deles, de 17 anos, presenciou o crime.
“É uma tragédia muito absurda, muito inaceitável. Aliás, tragédia nenhuma é aceitável, mas essa é uma das piores”, afirmou Valdir Oliveira de Amorim, pai de Silvani. Ele confirmou que a filha queria terminar o relacionamento com o marido. “Ultimamente ela queria [separar] porque durante todo esse tempo ele não era nem o pai que as crianças gostariam de ter e nem o marido que uma esposa gostaria de ter”, disse.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.




