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'Queria assustar ele', diz atleticano que matou cruzeirense esfaqueado em Nova Lima

Provocações entre colegas de trabalho após o clássico terminaram em briga com faca; 'A bebida subiu', declarou o atleticano de 52 anos para a Itatiaia

Por e 
PMMG foi acionada por uma chamada anônima
Imagem de uma viatura da PMMG • Dirceu Aurélio | Imprensa MG

Em entrevista à Itatiaia, o atleticano de 52 anos que foi preso suspeito de matar um colega de trabalho cruzeirense, de 22, após o clássico na noite desta terça-feira (1º), disse que está muito triste e chateado: "Eu tenho um filho quase da idade dele. Não queria isso de forma alguma. Quis dar um susto nele, infelizmente", contou o homem, que não quis ser identificado.

O cruzeirense de 22 anos e o atleticano, de 52, são trabalhadores terceirizados de uma mineradora e moram em alojamentos, no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em entrevista o suspeito do crime, que é mecânico, explicou como a briga começou:

"Fomos ver o jogo lá perto do alojamento. E ele falou: 'Ó, Cruzeiro vai ganhar, 2 a 1'. E eu respondi: Sou atleticano, vocês vão se ferrar, mas quem ganha dinheiro é os cara (jogadores), nós vamos ter que trabalhar amanhã", contou.

Após o fim da partida, por volta das 23 horas, segundo o mecânico, um terceiro colega foi embora, e os dois envolvidos permaneceram bebendo no local. As provocações por conta do jogo começaram quando quando os dois estavam caminhando de volta para o alojamento e, segundo o torcedor do Atlético, teriam partido do colega cruzeirense.

Segundo o mecânico, ao chegar no alojamento, o torcedor do Cruzeiro agrediu ele com tapas no rosto. "Ele entrou pra dentro da casa que eu moro e me agrediu. Ele bem maior que eu, 20 poucos anos. Eu simplesmente tive que me defender", relatou.

"Eu falei: pô, cara, eu tenho 52 anos, você fazer isso comigo? E ele respondeu: 'Vou te dar outro'", relembra o torcedor do atlético.

Neste momento, o mecânico afirma que foi até a cozinha e pegou uma 'faquinha'.

"Mas eu não queria de forma alguma isso. Dei só um golpe, pra assustar ele, infelizmente", conta. O homem de 52 anos afirma ainda que tentou socorrer o colega.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), ele foi localizado em um ponto de ônibus as margens da BR-040. De acordo dos militares o homem pretendia fugir para o interior de Minas.

Ele foi preso e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Nova Lima.

'Nunca tive inimizade na minha vida'

Arrependido, o mecânico relatou para à Itatiaia que não tem passagens pela polícia nem inimizades, mas que "a bebida subiu".

"Muito triste, chateado. Eu tenho um filho quase da idade dele, tenho uma mãe com 95, a avó da minha esposa com 97, e passar por uma situação dessa aqui, agora, com 52 anos de idade. Não queria isso de forma alguma", lamentou.

Os colegas de trabalho descreveram o torcedor do Atlético como uma pessoa tranquila e de bom relacionamento mas que, quando bebe, tem um perfil agressivo. Em entrevista o mecânico negou o problema com a bebida:

"Não tenho esse perfil. Deito 21 horas da noite, às 5 horas eu 'tô' de pé. Igual ontem, fui lá ver o jogo e aí tomei cerveja. Não tenho vício de beber todo dia. Eu preciso do meu corpo pra trabalhar", finaliza.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

 

 

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