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Falta de água: moradores ainda enfrentam dificuldades na Região Oeste de BH

Moradores relatam dificuldade para realizar tarefas básicas e alertam para 'golpe do caminhão-pipa'; Copasa se posiciona e divulga previsão de normalização

Por e 
Após adutora romper na Rua Xapuri BH enfrenta crise no abastecimento de água • Itatiaia

Moradores de diferentes bairros da Região Oeste de Belo Horizonte continuam enfrentando problemas no abastecimento de água nesta quarta-feira (2). Em alguns pontos, moradores relataram famílias com crianças sem conseguir realizar tarefas básicas, como tomar banho e lavar louças.

No Aglomerado da Ventosa, a faxineira Gislene Barbosa, de 53 anos, conta que está há três dias sem água. Segundo ela, a situação tem afetado principalmente famílias com crianças.

“Tem pessoa que não está nem tomando banho. Tem crianças sem água e, inclusive, lá na minha casa também está até juntando vasilha, porque não tem água”, relatou.

A falta d’água também encareceu a compra de água para alguns moradores. Gislene contou que uma vizinha chegou a pagar R$ 100 por dois galões.

Na Vila Santa Sofia, a situação é diferente. A moradora Eunice Correia afirma que o abastecimento não chegou a ser completamente interrompido, mas a água passou a sair com vazão reduzida nos primeiros dias após os problemas. Segundo ela, a situação começou a melhorar gradualmente.

No bairro Nova Granada, a balconista Jaqueline Gonçalves Soares, de 31 anos, também relata falta d’água. Segundo ela, o problema começou na noite de domingo (30).

“Já está difícil. Para a gente com criança em casa, as coisas para fazer e não tem água para tomar um banho”, contou.

A situação também atinge o Jardim América. A diarista Etelvina Araújo Santana afirma que está sem água desde domingo (30). Para conseguir tomar banho, os moradores estão recorrendo a baldes.

Segundo Etelvina, a compra de água também está pesando no bolso. Ela relata que foi informada de que um caminhão-pipa estaria sendo vendido por cerca de R$ 900.

No bairro Salgado Filho, a doméstica Adileuza Rodrigues de Souza também afirma estar sem água desde domingo (30). Ela conta que tem duas crianças em casa e que a família está enfrentando dificuldades.

“Ajuda a gente aí, Copasa. Liga essa água aí mesmo de um dia à noite, uma horinha para a gente fazer, lavar a vasilha, fazer uma comida para as crianças”, relatou.

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Falsas empresas de caminhões-pipa aplicam golpes no Buritis

Obras na Avenida Barão Homem de Melo após adutora romper • Itatiaia
Obras na Avenida Barão Homem de Melo após adutora romper • Itatiaia

Síndicos do bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, denunciaram nesta terça-feira (1º) que falsas empresas de caminhões-pipa aplicaram golpes durante a falta de água que afeta a área nos últimos dias.

A síndica profissional Camila de Oliveira Gonçalves administra condomínios no Buritis e afirma que alguns edifícios estão há 11 dias sem abastecimento completo da Copasa.

Em um dos condomínios administrados por ela, moradores contrataram um suposto prestador, pagaram R$ 1,2 mil antecipadamente e não receberam a água. O caso foi registrado em boletim de ocorrência, e as vítimas procuraram o banco para tentar contestar a transferência.

Além dos golpes, a síndica afirma que a contratação de caminhões-pipa se tornou mais difícil devido à alta procura. Segundo ela, empresas têm enfrentado dificuldades para conseguir água suficiente para abastecer os veículos e atender aos pedidos.

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O que diz a Copasa

A companhia afirma que, por meio de manobras operacionais, conseguiu restabelecer o fornecimento em parte dos bairros Buritis, Betânia e Estoril ainda na terça-feira (1º).

A empresa prevê que o abastecimento esteja completamente regularizado nas demais regiões até quinta-feira (3). A companhia afirma ainda que mantém uma força-tarefa para garantir a recuperação do sistema.

Ainda segundo a companhia, mais de 20 caminhões-pipa estão operando em rotas prioritárias para atender hospitais, unidades de saúde, creches e escolas. A Copasa também informou que está injetando água em reservatórios do Buritis para reforçar o abastecimento das residências da região.

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Entenda o problema

A instabilidade no abastecimento da Região Oeste começou após o rompimento de uma adutora de grande porte na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada, em 19 de agosto. A tubulação passava sob uma edificação, que precisou ser interditada pela Defesa Civil.

Para manter o fluxo de água, a Copasa realizou uma manobra provisória, que reduziu a vazão e provocou oscilações de pressão principalmente nas áreas mais altas de Buritis, Estoril e Nova Suíça.

A companhia iniciou uma obra emergencial para implantar um novo traçado da adutora, desviando a tubulação do imóvel. A previsão é de conclusão dos trabalhos até o final da próxima semana.

Além desse problema, outras intervenções recentes também afetaram o abastecimento da Região Oeste e de municípios da Região Metropolitana.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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