Hospital de BH e 3 unidades de saúde precisaram de caminhão-pipa para manter atendimentos
No Barreiro, três unidades de saúde precisaram de caminhão-pipa para atender a população

O Hospital Júlia Kubitschek e três unidades de saúde localizadas na Região do Barreiro, em Belo Horizonte, precisaram de caminhão-pipa para manterem os atendimentos nesta terça-feira (1°). A região foi afetada por obras realizadas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.
Em nota, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que mantém uma operação especial de suporte emergencial na Região Metropolitana de Belo Horizonte com o apoio de mais de 20 caminhões-pipa.
Ainda segundo a Copasa, a prioridade do atendimento gratuito é direcionada a serviços essenciais e instituições de atendimento coletivo, como hospitais, unidades de saúde, creches, escolas e asilos. A companhia esclareceu que a frota tem garantido o abastecimento contínuo de estruturas estratégicas de saúde da Capital.
“A definição do fluxo dos veículos segue critérios estritamente técnicos para assegurar o funcionamento ininterrupto do atendimento médico e dos serviços básicos nas áreas que registraram maior instabilidade hídrica, enquanto o sistema de distribuição passa pelo processo de recomposição e pressurização gradual da rede”, afirmou.
O fornecimento de água para os imóveis residenciais está sendo restabelecido de forma progressiva pelas tubulações à medida que as frentes operacionais de manutenção são finalizadas, informou a companhia.
A Copasa também esclareceu que está utilizando caminhões-pipa para injetar água diretamente em pontos estratégicos da rede de distribuição que abastece as residências para agilizar a recuperação nos bairros mais afetados.
Problema em centro de esterilização de cães e gatos
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, houve problema no abastecimento de água no Centro de Esterilização de Cães e Gatos da regional Oeste. Com isso, houve o remanejamento dos agendamentos de cirurgias de castração.
Na regional Barreiro, três unidades de saúde receberam apoio de caminhão-pipa, sem impacto no atendimento à população. As demais unidades de saúde da capital funcionaram normalmente.
Escolas tiveram aulas suspensas
Duas unidades de educação na regional Oeste, a EMEI Maria Sales Ferreira e a EMEF Professora Efigênia Vidigal, tiveram as aulas suspensas nesta terça-feira (1°). As atividades serão retomadas normalmente a partir desta quarta (2).
Ainda na região Oeste, a EMEF Francisca de Paula suspendeu as atividades nesta quarta (2) pela manhã. A previsão é que as atividades retornem no turno da tarde.
“A Secretaria esclarece ainda que as oscilações no fornecimento de água foram sanadas com medidas operacionais, adotadas para garantir o funcionamento das escolas e a manutenção das atividades pedagógicas, conforme as condições de cada unidade. A situação continua sendo monitorada pelas direções regionais”, disse.
Corrida por caminhões-pipa e disparada de preços no Buritis
O cenário é crítico em bairros como Buritis, Estoril e Nova Suíça. Sem água nas torneiras desde o fim de semana, condomínios e moradores tentam recorrer ao mercado privado de caminhões-pipa, mas se deparam com a baixa disponibilidade dos veículos e preços considerados extorsivos.
"Zero, zero água. Tive que sair para comprar água para poder escovar dente, colocar no vaso e fazer comida. O principal absurdo é o preço: um caminhão-pipa que antes custava R$ 800 ou R$ 900 agora está saindo por R$ 3.000 ou R$ 3.500, numa fila de espera enorme", relatou o empresário Antônio, de 44 anos, morador do Buritis.
Outra moradora do bairro, a relações públicas Dóris, de 68 anos, confirmou que os síndicos da região têm buscado alternativas privadas na faixa de R$ 1.700 a R$ 1.900 para evitar o colapso total dos reservatórios dos prédios.
Obras em adutoras
A instabilidade hídrica na Região Oeste é fruto de uma complexa intervenção da Copasa após o rompimento de uma adutora de grande porte, ocorrido em 19 de agosto na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada. Como a tubulação passava exatamente sob uma edificação — interditada pela Defesa Civil —, os técnicos precisaram isolar o trecho danificado e fazer uma manobra provisória na rede. A alteração reduziu a vazão e a pressão da água, afetando principalmente as áreas mais altas.
Para solucionar o problema em definitivo, a companhia iniciou uma obra emergencial de grande porte para implantar um novo traçado para a adutora, desviando do imóvel. A Copasa ressaltou que está prestando assistência integral (hospedagem, alimentação e transporte) aos quatro moradores da casa afetada no Nova Granada.
Paralelamente, equipes operacionais trabalharam no conserto de outro rompimento de adutora, no Barreiro, concluído na manhã de terça-feira (1º), e no reparo de um vazamento pontual em uma rede sob responsabilidade da Seinfra, liberando o sistema para pressurização gradual.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.




