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BH monta força-tarefa após obras da Copasa deixarem escolas sem água

Desabastecimento provocado por intervenção em adutora e outra obra atinge escolas e postos de saúde; no Buritis, moradores relatam cobrança de até R$ 3,5 mil por abastecimento privado

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Canva/ Imagem ilustrativa

A prefeitura de Belo Horizonte informou nesta terça-feira (1°) que monitora a situação de falta de água devido a obras da Copasa. Na rede de ensino, a Secretaria Municipal de Educação informou que duas unidades da regional Oeste, a EMEI Maria Sales Ferreira e a EMEF Professora Efigênia Vidigal, precisaram suspender as atividades pedagógicas na terça-feira (1º). Na quarta-feira (2), a EMEF Francisca de Paula cancelou o turno da manhã, com previsão de retomada das aulas à tarde. Segundo a pasta, medidas operacionais foram adotadas para sanar as oscilações e restabelecer a rotina escolar.

O desabastecimento também atingiu a estrutura da Secretaria Municipal de Saúde. O Centro de Esterilização de Cães e Gatos, localizado na regional Oeste, teve o fornecimento interrompido na terça (1º), forçando a remarcação dos agendamentos de castração. Já no Barreiro, três postos de saúde precisaram ser abastecidos emergencialmente por caminhões-pipa para evitar a paralisação dos atendimentos à população.

Corrida por caminhões-pipa e disparada de preços no Buritis

No cenário residencial, o cenário é crítico em bairros como Buritis, Estoril e Nova Suíça. Sem água nas torneiras desde o fim de semana, condomínios e moradores tentam recorrer ao mercado privado de caminhões-pipa, mas se deparam com a baixa disponibilidade dos veículos e preços considerados extorsivos.

"Zero, zero água. Tive que sair para comprar água para poder escovar dente, colocar no vaso e fazer comida. O principal absurdo é o preço: um caminhão-pipa que antes custava R$ 800 ou R$ 900 agora está saindo por R$ 3.000 ou R$ 3.500, numa fila de espera enorme", relatou o empresário Antônio, de 44 anos, morador do Buritis.

Outra moradora do bairro, a relações públicas Dóris, de 68 anos, confirma que os síndicos da região têm buscado alternativas privadas na faixa de R$ 1.700 a R$ 1.900 para evitar o colapso total dos reservatórios dos prédios.

Origem do problema: adutora sob imóvel e manutenção no Barreiro

A instabilidade hídrica na Região Oeste é fruto de uma complexa intervenção da Copasa após o rompimento de uma adutora de grande porte, ocorrido em 19 de agosto na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada. Como a tubulação passava exatamente sob uma edificação — interditada pela Defesa Civil —, os técnicos precisaram isolar o trecho danificado e fazer uma manobra provisória na rede. A alteração reduziu a vazão e a pressão da água, afetando principalmente as áreas mais altas.

Para solucionar o problema em definitivo, a companhia iniciou uma obra emergencial de grande porte para implantar um novo traçado para a adutora, desviando do imóvel. A Copasa ressaltou que está prestando assistência integral (hospedagem, alimentação e transporte) aos quatro moradores da casa afetada no Nova Granada.

Paralelamente, equipes operacionais trabalharam no conserto de outro rompimento de adutora, no Barreiro, concluído na manhã de terça-feira (1º), e no reparo de um vazamento pontual em uma rede sob responsabilidade da Seinfra, liberando o sistema para pressurização gradual.

Operação especial de emergência

Em nota, a Copasa informou que mobilizou uma frota de mais de 20 caminhões-pipa para atuar emergencialmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte. "A prioridade do atendimento gratuito é voltada para hospitais, unidades de saúde, creches, escolas e asilos — garantindo, por exemplo, o abastecimento de grandes estruturas como o Hospital Júlia Kubitschek".

Para os imóveis residenciais, a empresa esclarece que a recuperação das tubulações ocorre de forma progressiva e que caminhões-pipa também estão sendo usados para injetar água diretamente em pontos estratégicos da rede de distribuição.

Os clientes que enfrentarem oscilações de pressão ou precisarem solicitar suporte emergencial podem entrar em contato pelos canais oficiais da companhia: WhatsApp (31) 99770-7000, aplicativo Copasa Digital, pelo site oficial ou pelo telefone 0800 0300 115.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

 

 

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