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Falta de água na Região Oeste de BH faz preço do caminhão-pipa disparar

Situação ocorre durante uma obra emergencial da Copasa para remanejar um trecho de uma adutora de grande porte na região

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Falta de água na Região Oeste de BH faz preço do caminhão-pipa disparar • Henrique André / Itatiaia

Moradores do Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, enfrentam problemas no abastecimento de água nesta terça-feira (1º). A situação ocorre durante uma obra emergencial da Copasa para remanejar um trecho de uma adutora de grande porte na região. Além da falta de água, moradores estão tendo dificuldades para contratar caminhões-pipa para substituir o abastecimento por causa da disponibilidade e dos preços elevados. 

“Zero, zero água. Ontem, para você ter uma ideia, tive que sair para comprar água, [para] poder escovar um dente, para colocar no recipiente do vaso, para poder fazer uma comida”, relatou Antônio, empresário de 44 anos. Ele contou que o edifício está sem água desde domingo (30). 

Antônio relatou ainda que o prédio tentou contratar um caminhão-pipa, mas o preço foi um empecilho. “Esse para mim é o principal absurdo. Um caminhão-pipa que outrora custava R$ 800, R$ 900, eles estão pedindo R$ 3.000, R$ 3.500, numa fila de espera enorme. Que a gente já não sabe se essa fila de espera é real ou não, ou só é para provocar a pressa para as pessoas pagarem esse valor”, disse o empresário. 

Também moradora do Buritis, Doris, relações públicas de 68 anos, relatou que o síndico do prédio em que mora está olhando para contratar um caminhão-pipa, cujo valor está na faixa de R$ 1.700, R$ 1.900. Segundo ela, os moradores estão precisando economizar a água disponível para que não falte. 

Obra da Copasa

Os trabalhos começaram nesta segunda-feira e são consequência do rompimento da tubulação registrado no dia 19 de agosto, na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada. Segundo a Copasa, a tubulação passava sob um imóvel localizado sobre a área da rede, o que provocou danos à estrutura e a interdição da residência pela Defesa Civil.

“Diante da impossibilidade física de realizar um reparo convencional sob a edificação, a Copasa precisou isolar temporariamente o trecho danificado e alterar a configuração hidráulica da rede. Essa manobra provisória permitiu manter o fluxo de água, mas gerou perda de vazão e oscilações de pressão nas cotas mais altas do Buritis, Estoril e Nova Suíça”, informou a companhia em nota. 

A Copasa afirmou ainda que, para resolver a questão hidráulica em definitivo, a engenharia da Copasa iniciou, nessa segunda-feira (31), uma obra emergencial de grande porte para a implantação de um novo traçado para a adutora, desviando do imóvel e recompondo a capacidade total do sistema na Região Oeste. 

A companhia informou ainda que: “Desde as primeiras horas do incidente no Nova Granada, a Copasa prestou assistência integral à família afetada. Por meio de sua Gerência de Desenvolvimento Social, a companhia custeou hospedagem em hotel, alimentação, transporte, vestuário e acompanhamento para atendimento médico aos quatro moradores, garantindo amparo humano enquanto as avaliações técnicas no local prosseguem.”

Paralelamente ao ocorrido no bairro Nova Granada, a Copasa afirma que atuou na solução do rompimento de adutora registrado na Região do Barreiro. “As equipes de manutenção concluíram os serviços na manhã desta terça-feira (01/09), religando o sistema e iniciando o processo de recuperação gradual do fornecimento local. Já em relação às obras de interligação executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), as equipes da Copasa identificaram e corrigiram um vazamento pontual na adutora na noite de segunda-feira (31/08), liberando a rede para pressurização”, informou em nota. 

Suporte emergencial

De acordo com a Copasa, como medida de mitigação durante a fase de pressurização das redes, a Copasa reforçou o suporte emergencial à comunidade com a operação de mais de 15 caminhões-pipa. Segundo a companhia, a frota prioriza o atendimento gratuito a hospitais, unidades de pronto atendimento, creches, escolas e pontos de maior criticidade topográfica. 

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Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

 

 

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