Requalificação do Centro de BH pode impulsionar construção civil e gerar empregos, avalia setor
Projeto aprovado pela Câmara cria regras especiais para estimular novos empreendimentos, reformas, retrofit e ocupação residencial em bairros da região central

A aprovação, pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, do projeto de lei que cria regras especiais para estimular a requalificação da região central da capital aumenta a expectativa do setor da construção civil. A proposta, de autoria da Prefeitura, cria uma Operação Urbana Simplificada para incentivar novos empreendimentos, reformas, projetos de retrofit e a ocupação residencial de áreas já estruturadas da cidade. O projeto contempla bairros como Carlos Prates, Bonfim, Lagoinha, Concórdia, Floresta, Santa Efigênia, Boa Viagem, Barro Preto e Colégio Batista.
A expectativa do setor é de que a regulamentação das novas regras facilite a implantação de empreendimentos e contribua para a geração de empregos, renda e movimentação da economia de Belo Horizonte.
O cenário ocorre em um momento de retração da construção civil em Minas Gerais. Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) , o Produto Interno Bruto (PIB) do setor no estado caiu 3,7% no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período, a construção civil apresentou crescimento de 1,3% no país.
Para o presidente do Sinduscon-MG, Rafael Lafetá, a requalificação representa uma oportunidade para novos investimentos em uma região que já conta com infraestrutura necessária para moradia e convivência urbana. “São grandes vias de acesso, transporte urbano, escolas, hospitais. Então, o projeto vai trazer uma nova vida para essa região e, com isso, vai trazer também novos empregos e uma ativação da economia da cidade de Belo Horizonte”, afirma.
Menos deslocamentos
Além do impacto econômico, Lafetá destaca que o estímulo à ocupação residencial da região central pode contribuir para melhorar a mobilidade urbana.
Na avaliação do dirigente, ao incentivar que mais pessoas residam próximas a áreas de trabalho, serviços e transporte público, o projeto pode reduzir a necessidade de grandes deslocamentos pela cidade. “As pessoas podem vir morar no Centro e aí não dependerem mais de carro para se deslocarem até o Centro de Belo Horizonte”, afirma.
Lafetá defende que a regulamentação das medidas ocorra rapidamente para que os empreendimentos possam começar a sair do papel. “Nós estamos com muita esperança de que esse projeto seja rapidamente normatizado e regulamentado pela Prefeitura, para que os projetos possam começar a chegar e a gente possa ver a cidade de Belo Horizonte crescendo e melhorando cada vez mais para o cidadão”, conclui.
Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.



