‘Supercélula': fenômeno que causou tragédia em MG é o mesmo que provocou tornado no Paraná

De acordo com informações da Climatempo e da Agência Nacional de Aviação Civil, esses eventos podem permanecer ativos por várias horas e percorrer longas distâncias

Chuva em Ubá elevou o nível do rio em 8 metros, causou alagamentos e mortes na cidade

Uma tragédia climática sem precedentes atingiu Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira, na madrugada desta terça-feira (24), após a passagem de uma supercélula.

O fenômeno, caracterizado como uma tempestade rara e severa, deixou um rastro de destruição que resultou em mortes e desaparecidos.

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Segundo dados da prefeitura de Juiz de Fora, o volume de chuva registrado em poucas horas superou o dobro da média prevista para todo o mês, o que torna este fevereiro o mais chuvoso de toda a história da cidade.

Diferente das tempestades convencionais, as supercélulas são sistemas isolados, altamente organizados e duradouros.

De acordo com informações da Climatempo e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), esses eventos podem permanecer ativos por várias horas e percorrer longas distâncias, sendo capazes de gerar ventos intensos, granizo e até tornados — embora a própria intensidade da chuva já seja suficiente para causar danos graves.

No Brasil, o fenômeno é mais comum nas regiões Sul e Sudeste, formando-se na parte quente de sistemas de baixa pressão e propagando-se frequentemente ao longo de frentes frias.

Sua principal característica é a rotação interna, causada por correntes de vento que inclinam o movimento do ar e criam mesociclones dentro das nuvens. O fenômeno provocou o tornado no Paraná.

O cenário em Juiz de Fora após o temporal é devastador, com diversos bairros ilhados e áreas urbanas completamente alagadas devido ao transbordamento do Rio Paraibuna e de córregos locais.

A força das águas provocou deslizamentos de terra, quedas de árvores e o desabamento de dois prédios. A Defesa Civil municipal trabalha com uma estimativa de centenas de pessoas desabrigadas em consequência das avarias estruturais e das inundações.

Diante da gravidade, o município declarou estado de calamidade pública. A situação mobilizou o governo federal, que enviou equipes da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil Nacional para reforçar os trabalhos de socorro, prestar assistência às vítimas e apoiar a infraestrutura local no gerenciamento da crise.

Com informações de Estadão Conteúdo

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