Os três casos confirmados de Mpox em Minas são de homens entre 35 e 45 anos e foram confirmados nos dias 7 e 29 de janeiro. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde. Os principais sintomas e sinais da doença incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e dor no corpo, além de calafrios e fraqueza.
O médico infectologista Estevão Urbano acredita que, apesar do número pequeno de casos, a situação merece uma atenção especial, pois ainda não se tem os dados do Carnaval, onde houve, claro, uma grande aglomeração de pessoas.
“O Carnaval propicia um contato muito próximo entre as pessoas e, eventualmente, as pessoas que estejam contaminadas, mas ainda sem as lesões da pele, que são uma forma de reconhecimento maior, podem transferir para mais pessoas e, assim, subsequentemente, numa cadeia. Como o início dos sintomas pode demorar até três semanas após o contágio, é preciso esperar ainda as próximas duas semanas para saber se essas aglomerações trouxeram ou não o impacto na transmissão dessa doença”, comentou o especialista
Os casos registrados, segundo a Secretaria de Saúde, são leves, não há uma curva de crescimento e, por isso, não se tem alarde, como reforça o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi.
“Não há motivo para um grande alerta de disseminação da doença. Vale lembrar que a Mpox é uma doença que passa por um contato íntimo, um contato muito próximo. Portanto, há uma baixíssima probabilidade de uma disseminação em larga escala, quase nula, poderíamos dizer. Ela é algo mais localizado, obviamente que deve ser, a partir de constatados sinais e sintomas, encaminhado à unidade de saúde mais próxima para verificação por parte do profissional multiprofissional e início dos tratamentos”, afirmou o subsecretário.
Ao entrar em contato com casos suspeitos, a orientação é manter distanciamento, usar máscaras e higienizar as mãos. O médico infectologista Estevão Urbano explicou ainda como se dá o avanço dessa doença.
“Os casos, muitas vezes, não são casos que necessitam internação, mas eles são extremamente complexos pela duração, que pode chegar a 30 dias. Do ponto de vista, também, de repercussões clínicas, ele pode ser extremamente doloroso para o paciente e, além de que, gera, enquanto as pessoas tiverem lesões cutâneas, um problema estético que constrange as pessoas, que deverão ficar, inclusive, isoladas muito tempo fora do trabalho”, afirmou Estevão Urbano.
O infectologista destacou que, em alguns casos, a Mpox pode ser fatal. “Em indivíduos imunossuprimidos, pessoas que usam corticoides em alta dose, pacientes portadores do HIV, pessoas em tratamento de câncer, gestantes, crianças muito jovens, essas doenças podem ser fatais”, afirmou o especialista.