SRAG: Minas tem mais de 400 mortes por doenças respiratórias e 13 cidades declaram emergência; veja lista
Estado também declarou estado de emergência em saúde pública; decreto autoriza contratação de profissionais de saúde e insumos, além da ampliação do número de leitos de UTI pediátrica

Minas Gerais já contabilizou 487 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2025. A condição é uma complicação associada a doenças respiratórias, como gripe e Covid-19. De acordo com os dados do "Painel SRAG Hospitalizado", elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Minas já teve 7.487 pacientes hospitalizados, sendo que 5,8% dos casos evoluiu para o óbito.
O estado declarou estado de emergência em saúde pública em decorrência do aumento dos casos de SRAG na última sexta-feira (2). O decreto, assinado pelo governador Romeu Zema (Novo), autoriza a contratação de mais profissionais de saúde e insumos, além da ampliação do número de leitos de UTI pediátrica no estado. O documento é válido por 180 dias.
Veja as cidades que decretaram estado de emergência em MG:
- Belo Horizonte - 154 mortes - 2.082 hospitalizações
- Uberlândia - 25 mortes - 393 hospitalizações
- Ribeirão das Neves - 8 mortes - 252 hospitalizações
- Betim - 7 mortes - 220 hospitalizações
- Santa Luzia - 7 mortes - 132 hospitalizações
- Contagem - 5 mortes - 320 hospitalizações
- Unaí - 3 mortes - 22 hospitalizações
- Ipatinga - 2 mortes - 117 hospitalizações
- Sete Lagoas - 1 morte - 75 hospitalizações
- Pedro Leopoldo - 1 morte - 22 hospitalizações
- Conselheiro Lafaiete - 1 morte - 14 hospitalizações
- Mariana - 1 morte - 5 hospitalizações
- Diamantina - 0 mortes - 4 hospitalizações
Doença requer internação e pode levar pacientes a óbito
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) alerta que a SRAG é uma complicação grave de uma Síndrome Gripal, causada pelos vírus da influenza e coronavírus, ou ainda pneumonias bacterianas e doenças fúngicas. A condição pode atingir adultos, mas costuma ser mais grave em crianças, idosos e pacientes do grupo de risco.
É importante ressaltar que o tratamento da condição requer internação, no quarto ou UTI, a depender da gravidade do caso, e pode evoluir rapidamente para complicações respiratórias ou óbito.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


