Prints forjados, indiciamento e laudo da morte: veja principais pontos da coletiva da PC sobre Caso Jéssica
Jovem tirou a própria vida em dezembro do ano passado, após receber diversos ataques nas redes sociais sobre um suposto affair com Whindersson Nunes

O inquérito aberto pela Polícia Civil de Minas Gerais sobre a morte de Jéssica Vitória Canedo, de 22 anos, foi concluído nesta quarta-feira (6). A jovem tirou a própria vida em dezembro, após receber ataques nas redes sociais devido a um suposto affair com o humorista Whindersson Nunes.
Jéssica era natural de Araguari, no Triângulo Mineiro, e enfrentava um quadro grave de depressão, o qual estava tratando. Ela chegou a comentar sobre os ataques na época, assim como a mãe dela, que pedi para que parassem as ameaças.
Atenção: matéria com conteúdos sensíveis sobre depressão e crise de ansiedade. Caso você ou alguém próximo precise de ajuda, procure o CVV (Centro de Valorização a Vida) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. Vale ressaltar que o CVV funciona 24 horas por dia e também em feriados. O telefone é o 188 ou por meio do e-mail, chat ou pessoalmente. Ao todo são mais de 120 pontos em todo o Brasil.
Jéssica foi quem forjou prints de conversas
Conforme as investigações da PCMG, foi a própria Jéssica quem falsificou e enviou para páginas de fofoca os supostos prints de conversa com o humorista. Ela teria criado contas falsas para entrar em contato com páginas como a Choquei, por exemplo, e estas publicaram o conteúdo. As provas estavam no celular dela.
Os prints viralizaram após a divulgação, e o humorista, na época, chegou a negar que estava conversando com a jovem. Ele até mesmo criticou erros de português nas mensagens. ‘VIM??? Eu escrevo tudo, eu não sei escrever Réveillon, mas VIR eu sei’.
Problemas de coagulação
A perícia da PCMG constatou que Jéssica morreu por problemas de coagulação causados por um anticoagulante que ela tomou. O remédio pertencia à mãe da jovem. Ela tomou o medicamento junto com os que ingeria para tratar problemas psiquiátricos.
‘Ela tomava diversos medicamentos por enfrentar problemas psicológicos e psiquiátricos. Mas, no dia dos fatos, ela tomou, além dos medicamentos de praxe, remédios que seriam da mãe. O laudo indicou que ela morreu em razão de um problema de coagulação’, informou o delegado Felipe Oliveira, responsável pelo caso.
Jovem foi indiciada
Uma jovem de 18 anos foi indiciada por instigar a morte de Jéssica. Ela era de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, e pediu para Jéssica ‘pegar uma faca e se matar logo’. A mensagem foi enviada pelas mensagens diretas do Instagram, no dia 19 de dezembro.
‘Ela [Jéssica] viu a mensagem. Foi uma jovem de 18 anos que é da cidade de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, que enviou’, afirmou o delegado. A suspeita prestou depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) e foi indiciada por instigação ao suicídio.
Foram identificados outros diversos comentários nas redes sociais, no entanto, configuram ‘crimes contra a honra’ e precisam ter ‘representação da família’, conforme o delegado. Somente a jovem de 18 anos instigou diretamente Jéssica ao suicídio.
Páginas de fofoca não serão punidas
As páginas de fofoca que veicularam a notícia sem conferir a veracidade não serão punidas. ‘Só é punido a título de dolo, ou seja, a pessoa tem que ter desejado que a pessoa cometesse suicídio. Não existe previsão culposa desse tipo de crime’, acrescentou o delegado. ‘A única pessoa que teria feito isso de forma dolosa foi essa jovem do Rio de Janeiro, que acabou sendo indiciada’, encerrou.
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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Maria Clara Lacerda é jornalista formada pela PUC Minas e apaixonada por contar histórias. Na Rádio de Minas desde 2021, é repórter de entretenimento, com foco em cultura pop e gastronomia.







