Cidade de MG com mais de 500 mil habitantes completa três anos sem latrocínios
Indicadores chamaram a atenção de Rodrigo Pimentel, ex-capitão do BOPE da PMERJ, que repercutiu os números em uma postagem que viralizou nas redes sociais

Uma cidade do interior de Minas Gerais com 540 mil habitantes completrou três anos sem latrocínios, de acordo com registros do Painel de Indicadores Estatísticos dos Dados Nacionais de Segurança Pública.
Trata-se de Juiz de Fora, na Zona da Mata, que zerou os registros do crime em 2023, 2024 e 2025. Além disso, houve uma diminuição no número de homicídios nos últimos anos.
Em 2016, foram cometidos 130 homicídios dolosos na cidade. Em 2025, os registros caíram para 25. Os dados são do Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp MG).
Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), comentou sobre os números em um vídeo publicado nas redes sociais.
A publicação, realizada na última quinta-feira (14), viralizou. O conteúdo teve mais de 40 mil curtidas e cerca de 565 mil visualizações.
"Para uma cidade com 500 mil habitantes, quase 600 mil, na verdade, isso é verdadeiramente surpreendente", afirmou Pimentel.
'Trabalho intenso das forças de segurança'
A Itatiaia conversou com lideranças das forças de segurança na região de Juiz de Fora, que comemoraram a diminuição nos índices de criminalidade.
O coronel Lúcio Ferreira da Silva Neto, comandante da 4ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais (4ª RPM - PMMG), o emprego estratégico da tropa com georreferência e o uso de tecnologia ajudam a explicar os resultados.
"A gente acredita nesta redução, primeiramente, ao esforço da nossa tropa, dos policiais militares que servem no município de Juiz de Fora. Mas, para além disso, é o emprego racional dos nossos recursos, por meio de estudos de georreferenciamento e com o uso de tecnologia, que tem nos apoiado muito nessa potencialização da prevenção e da repressão qualificada", destacou.
"No caso específico do latrocínio, que é o roubo seguido de morte, ele é monitorado juntamente com as mais mortes violentas no nosso indicador da nossa gestão do desempenho operacional. E, como nós temos também uma redução expressiva nos números de roubo, consequentemente o latrocínio acaba por reduzir também", acrescentou.
O delegado-geral Eurico da Cunha Neto, chefe do 4º Departamento de Polícia Civil (4º DEPPC) de Minas Gerais, acredita que a integração entre as forças de segurança é um fator fundamental para a redução dos números.
"Um trabalho muito intenso das forças de segurança. Aproveito para agradecer às demais forças envolvidas, em especial à Polícia Militar, que trabalha com a Polícia Civil de forma muito harmoniosa para que essa redução pudesse acontecer", afirmou.
"A Delegacia de Homicídios de Juiz de Fora, chefiada de forma brilhante pela doutora Camila Miller, vem efetuando um trabalho irrepreensível na identificação de autores de homicídio, para que eles possam ser levados à Justiça, sejam condenados e não voltem a cometer esse tipo de crime. Isso faz com que outros autores pensem e reflitam antes de cometer esse tipo de crime", completou.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).




