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Prefeitura anuncia ‘autoescola’ para uso de patinetes elétricos em BH; veja como funciona

Treinamento de segurança será oferecido pela JET, empresa que gerencia os equipamentos na cidade; confira data e local de oferta

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Patinetes elétricos tem se tornado alvo de polêmicas em BH. • Divulgação | JET

A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou a oferta de uma espécie de "autoescola" para o uso de patinetes elétricos, modelo de transporte que tem sido alvo de polêmicas desde a sua implementação. A "escola de direção consciente", como definiu a PBH, é ofertada pela JET, empresa que gerencia os equipamentos na capital mineira.

A ação faz parte de uma coletânea de atividades promovidas em comemoração ao aniversário de 10 anos do Centro de Referência das Juventudes (CRJ). As oficinas serão oferecidas a partir desta quinta-feira (21) em um dos cartões-postais da cidade: a Praça da Estação, no Hipercentro de Belo Horizonte.

A metodologia das aulas de segurança, porém, não foi divulgada pela gestão municipal, que afirmou que os detalhes da execução da oficina devem ser repassados diretamente pela JET. A Itatiaia entrou em contato com a empresa mas, até o momento, não obteve um retorno.

Polêmicas dos patinetes em BH:

Os patinetes começaram a circular em Belo Horizonte no dia 18 de março, há pouco mais de dois meses, e, desde então, se tornaram um assunto polêmico diante do uso irregular dos veículos pelas ruas da cidade. Moradores denunciam vandalismo, furtos e equipamentos ‘jogados’ pela cidade. Cenas enviadas à Itatiaia flagraram pessoas usando o objeto de maneira incorreta menos de uma semana após a implementação do sistema em BH. Confira imagens:

Em coletiva, realizada em abril deste ano, o prefeito Álvaro Damião (União) comentou sobre a série de irregularidades. Na ocasião, o político afirmou que via a situação com “tristeza” e argumentou que a má conduta dos veículos seria uma “falta de conhecimento das pessoas” sobre o uso do equipamento.

“É falta de conhecimento apenas das pessoas ainda, é falta de utilizar o equipamento. Sobre os números, eu também recebo essas imagens e eu vejo com muita tristeza. Eu não vejo com alegria o fato de ver que pessoas estão utilizando o patinete de forma irregular, de forma inadequada. Mas eu entendo também que é uma novidade para as pessoas. [...] Esse número, em relação ao número de patinetes que colocamos na cidade, ele é irrisório”, disse o prefeito. 

Monitoramento do MPMG

Logo no início da operação dos patinetes elétricos em Belo Horizonte, o serviço passou a ser monitorado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Naquela época, o órgão estabeleceu um prazo de 60 dias para a prefeitura prestar esclarecimentos referente ao uso irregular dos veículos na cidade. Os questionamentos envolviam:

  • Ausência de obrigatoriedade do uso de capacete,
  • Dificuldades de fiscalização;
  • Impactos à acessibilidade, como o bloqueio de rampas e pisos táteis;
  • Estacionamento irregular dos equipamentos;
  • Vandalismo;
  • Falta de um plano claro para o descarte das baterias de lítio.

Com a aproximação do fim do prazo, a Itatiaia entrou em contato com o Ministério Público para apurar quais dessas questões foram de fato respondidas pela PBH e quais foram as propostas apresentadas como solução. Até o momento, a reportagem ainda não obteve um retorno. O espaço segue aberto.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.