Polícia investiga desabamento de estrutura da madeira que matou criança em Vespasiano

Perícia da Polícia Civil foi ao local para identificação e coleta de vestígios que irão subsidiar a investigação

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que investiga as circunstâncias do desabamento de um pergolado de madeira que matou a menina Lorraine Rabelo, de 10 anos, em um condomínio fechado de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta terça-feira (17). Um grupo de cinco crianças brincava no local quando o acidente ocorreu.

Além de Lorraine, o seu irmão Paulo Rabelo, de 7 anos, teve um ferimento profundo na cabeça e foi levado para o Hospital Odilon Behrens. Outras três crianças também foram socorridas com ferimentos mais leves.

Em nota, a PCMG afirmou que a perícia compareceu ao local para identificação e coleta de vestígios que irão subsidiar a investigação. O corpo de Lorraine foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) Dr. André Roquette para realização dos exames.

“A PCMG reforça que as investigações estão em andamento e que somente após a conclusão dos laudos periciais e das demais diligências será possível esclarecer, com precisão, a dinâmica dos fatos e eventuais responsabilidades”, disse.

Em entrevista à Itatiaia, o pai de Lorraine, Sérgio Rabelo, disse que a estrutura de madeira parecia com sinais de “podridão”. Sem querer atribuir culpa pelo acidente, o caminhoneiro disse acreditar que faltou reparo na estrutura do parquinho.

“Não que eu esteja culpando alguém, mas se tem uma coisa pesada como aquela, precisa ter uma manutenção. Ele está fincado no chão, está no tempo. É muito triste, eu perdi a minha filha, tinha 10 anos. Ela viajou tanto comigo pelo Brasil, Manaus, Rondônia, Acre. Ela brincou comigo hoje no caminhão, não pensava nunca que ia acontecer essa tragédia”, disse.

Já a madrasta Maria Aparecida, evitou apontar responsabilidades e afirmou que o condomínio é bem cuidado, classificando o caso como uma fatalidade. “Não fui culpa de ninguém. Eles só poderiam ir lá acompanhados, mas eles foram escondidos. No meio de tanta dor, a gente não pode acusar os outros, porque eles não podiam ir naquele lugar”, contou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

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