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As ações foram executadas em Brasília-DF, já as investigações são conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil em Peçanha, na região do Rio Doce, em Minas Gerais. Policiais civis do estado de Goiás auxiliaram na execução dos mandados. Além das prisões, também foram realizadas buscas e apreensões em dois endereços.
Telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos. Os aparelhos serão submetidos à análise técnica para aprofundar a apuração e identificar possíveis outros envolvidos.
Conforme a investigação, levantamentos indicam que houve tentativas de acesso indevido às credenciais institucionais do magistrado responsável pelo controle judicial do caso. A Polícia também identificou bloqueios de valores realizados por meio do sistema Sisbajud em contas vinculadas ao juiz e ao delegado à frente da investigação.
As ações criminosas ocorreram após a invasão das credenciais funcionais de uma servidora pública do estado de Sergipe. Os acessos foram usados de forma ilícita com objetivo de promover constrangimento institucional. A ação é apurada como tentativa de intimidação e interferência no regular funcionamento das instituições de Justiça.
Primeira fase
A primeira fase da operação Firewall foi deflagrada no início de fevereiro. Na época, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Goiás e no Distrito Federal. As investigações apontaram esquema de acesso indevido a sistemas do Judiciário.
As apurações indicaram indícios de manipulação de informações, como consultas processuais e registros relacionados ao cumprimento de mandados, mediante uso de técnicas de engenharia social para obtenção de credenciais de servidores.