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PC pede que diarista que matou casal em BH passe por exame de insanidade mental

Polícia Civil acolheu o pedido da defesa de Paola Stefany Neto Cirino, mas cabe à Justiça decidir se a investigada será submetida ao exame de sanidade mental

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Paola Stefany Neto Cirino e as vítimas Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio • Imagens cedidas à Itatiaia

A defesa da diarista Paola Stefany Neto Cirino, investigada pela morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, informou nesta sexta-feira (10), em nota enviada à Itatiaia que a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) acolheu o pedido de exame de insanidade mental.

Segundo os advogados, o pedido foi feito com base em elementos reunidos durante a investigação e na reprodução simulada dos fatos.

"Cumpre esclarecer que a decisão acerca da instauração, ou não, do incidente de insanidade mental é de competência exclusiva do Poder Judiciário, que apreciará o pedido à luz dos elementos técnicos e jurídicos constantes dos autos", informou em nota.

A defesa também declarou que recebeu com naturalidade a decisão da Polícia Civil e defendeu que a medida é necessária para o esclarecimento dos fatos e para garantir o devido processo legal e a ampla defesa.

Por fim, os representantes de Paola disseram que não irão antecipar discussões sobre o o caso.

A Itatiaia também apurou que Paola passou por uma consulta com um psiquiatra no Centro de Apoio Médico e Pericial (Camp), unidade médico-prisional localizada em Ribeirão das Neves. A informação foi confirmada oficialmente pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, durante o atendimento a investigada chorou bastante e afirmou que teve um pensamento fixo de matar o casal. Ainda de acordo com os relatos, ela disse que "deu na cabeça" que precisava cometer o crime. As fontes afirmam que Paola não relatou ter ouvido vozes, mas descreveu uma ideia persistente de que deveria matar as vítimas.

Ainda nesta sexta-feira (10), a Itatiaia teve acesso ao documento onde a Justiça de Minas Gerais comunica que a diarista não será julgado pelo Tribunal do Júri.

Para entender a decisão clique aqui.

O que é o incidente de insanidade mental?

O incidente de insanidade mental é um procedimento previsto no Código de Processo Penal utilizado quando há dúvida sobre a capacidade mental do investigado ou réu. Caso o pedido seja aceito pela Justiça, a pessoa passa por uma perícia médica para avaliar se, no momento do crime, possuía condições de compreender o caráter ilícito de seus atos ou de agir de acordo com esse entendimento.

O resultado da perícia não interfere na continuidade das investigações, mas pode influenciar o andamento do processo e eventual responsabilização criminal, caso fique comprovada a incapacidade mental da investigada à época dos fatos.

Relembre o caso

Paola Stefany Neto Cirino • Reprodução
Paola Stefany Neto Cirino • Reprodução

Paola Stefany Neto Cirino confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal.

A investigada estava no primeiro dia de trabalho no local após ser indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço. Durante o almoço, ela bateu alguns comprimidos no liquidificador ao preparar um suco e dopou o casal. Cláudio Atala Inácio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde dormiu na sala.

Ela matou o casal com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e foi negociar os bens roubados no Centro de Belo Horizonte. A mulher foi presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na noite de 1º de julho.

Nessa segunda-feira (6), a Polícia Civil realizou novas diligências no apartamento das vítimas e identificou a faca utilizada no crime.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.