PC encaminha ao MP denúncia de ameaça e agressão envolvendo a ex-esposa de Wellington Magalhães
Ele foi vereador em Belo Horizonte e presidente da Câmara Municipal; em um áudio, Wellington diz que vai fazer picadinho dela

A Polícia Civil instaurou inquéritos para apurar denúncia feita pela empresária Kelly Jaqueline Maciel Pinto, ex-mulher de Wellington Magalhães, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). Segundo a corporação, os procedimentos foram concluídos e encaminhados ao Ministério Público (MP) para análise quanto à conveniência para o oferecimento ou não da denúncia. Ela alega que foi agredida por ele em abril deste ano.
Wellington e Kelly chegaram a ser presos após uma operação do Ministério Público em 2018, que denunciou um esquema de fraudes em licitações de publicidade da CMBH. Segundo a denúncia de agressão, relatada em Boletim de Ocorrência, o caso ocorreu na noite de 15 de abril, quando os dois discutiram por causa de um carro alugado.
Laudo no Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil constatou um hematoma no braço e outro na perna esquerda de Kelly. Ela alega ter sido fruto de uma agressão cometida por Wellington Magalhães.
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A discussão teve o áudio gravado. "Quero ver você levar ela. Leva ela que eu vou te mostrar quem eu sou. Pode me pôr na cadeia. Leva ela, que eu te cato lá. Eu pico você toda. Eu sou pai dela”, disse em um dos trechos. Ainda é possível ouvir os gritos: "para, pai".
Kelly Jaqueline Maciel Pinto conversou com a Itatiaia e relatou os momentos de desespero. "Tem seis anos que estamos separados e eu envolvi com o Mateus. O Wellington descobriu e chegou muito nervoso em casa, me agredindo. Ele me deu um soco no braço, me empurrou várias vezes contra a parede, jogou meu celular no chão... Meu filho veio correndo e separando a briga, pedindo o pai para parar, mandando eu ir embora, me colocando para fora com a minha filha", contou.
Ela disse que ele ameaçou a vida dela por várias vezes. "Eu tenho um áudio que pode comprovar onde ele fala que ia me 'picar toda' que ia me 'jogar na lagoa' que ia 'colocar fogo' em mim, que ia 'mandar me matar'. O Wellington é uma caixinha de surpresa. Ele anda com vários tipos de pessoas, então fico insegura de ele mandar fazer alguma maldade comigo. Toda vez que busco ajuda para tentar me resguardar, para tentar me proteger, tem pano quente. Sempre tem gente aí para ajudar (ele)", disse.
Wellington Magalhães nega
A defesa de Wellington Magalhães afirma que Kelly disse em mensagem de áudio de WhatsApp que iria procurar a imprensa após batalhas judicias em torno da pensão. A Itatiaia ouviu o ex-vereador, que negou ter cometido qualquer agressão contra a ex mulher.
"Temos seis anos de divorciado. Recentemente, ela voltou para minha casa, porque ela não tinha condições de ficar em lugar nenhum. Eu abri a porta por casa, por causa da minha filha. Ela chegou e começou a discutir. Eu pedi a chave do meu carro e ela jogou na minha cara. Foi só isso que aconteceu, não agredi ela. Ela chamou a uma PM no dia 17, 18, que estiveram na minha residência, não fizeram ocorrência em nada. Não sei onde ela quer chegar. Estou com a consciência tranquila", disse.
A Polícia Civil não divulgou qual foi a conclusão do inquérito. A reportagem da Itatiaia irá procurar o Ministério Público para saber o posicionamento do órgão.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.




