Pacientes que procuraram atendimento médico no Hospital Risoleta Neves, na região Norte de Belo Horizonte, denunciaram superlotação e demora nos atendimentos na unidade de saúde.
Em entrevista à Itatiaia, Thais Palma, relatou que chegou ao hospital por volta das 10h dessa quarta-feira (4), com dores abdominais fortes. Ela afirmou que, após mais de sete horas de espera, deixou o local sem receber atendimento médico.
Em nota, o hospital justificou a demora na assistência aos pacientes. O comunicado indicou que o Pronto-Socorro registrou uma média de 180 atendimentos por dia, acima da média do mês, que foi de 150.
Como remediação a superlotação, o hospital informou que a direção da unidade tem adotado uma série de medidas para diminuir o tempo de espera, como remanejamento de equipes e busca de apoio e retaguarda na Rede de Urgência e Emergência.
Também no documento, o Risoleta Neves sugere que pacientes com quadros de saúde não críticos devem buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Segundo o hospital, o local é destinado a casos de urgência e emergência de média e alta complexidade.
Problemas recorrentes
No ano passado, o hospital também registrou momentos críticos de superlotação. O Risoleta operou acima de sua capacidade nos meses de janeiro, abril e julho. Na ocasião, a unidade de saúde chegou a limitar o número de pacientes que poderiam entrar no local devido à alta demanda.
O Risoleta Neves é o único Hospital Geral da região Norte de BH e serve como referência para mais de um milhão de pacientes, inclusive de municípios vizinhos.