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Motorista de app é indiciado por morte de instrutor de autoescola após briga de trânsito em BH

Segundo a Polícia Civil, ele deve responder por homicídio doloso qualificado por motivo fútil

Por e 
Alessandro Gomes de Carvalho morreu cinco dias após a ocorrência
Alessandro Gomes de Carvalho morreu cinco dias após a ocorrência • Reprodução

O motorista de aplicativo, de 47 anos, foi indiciado por matar instrutor de autoescola Alessandro Gomes de Carvalho, de 48 anos, em abril do ano passado, no bairro Floramar, na região Norte de Belo Horizonte. Ele deve responder por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (1º).

O instrutor estava dando aula para um aluno, em um Fiat Mobi, que bateu em outro carro, um Voyage, do motorista de aplicativo. Segundo testemunhas, ele não teria aceitado fazer o boletim de ocorrência após a batida. Por isso, Alessandro teria pulado em cima do capô, foi arrastado, caiu do carro e bateu a cabeça, morrendo dias depois. “Ele assumiu o risco de matar com a sua atitude”, disse o delegado Rodrigo Fagundes.

O motorista alegou na época que o instrutor estava muito agressivo, e fugiu porque ficou com medo. Contudo, essa versão foi contestada pela PC.

“As marcas no Voyage, que indicariam que o instrutor estava agressivo, não existem. A perícia foi feita após a apreensão do veículo, contudo, fotografias foram anexadas pela defesa com marcas diferentes das quais vistas pela da perícia inicial”, acrescentou. Além disso, testemunhas contaram que não houve conflito entre os dois.

O motorista segue em liberdade. “Ele não foi preso porque a legislação assim prevê. Isso porque já havia passado a situação de flagrante delito. Ao final das investigações, nós não vemos elementos para poder solicitar a prisão preventiva”, finalizou o delegado.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.